Videozinho divertido e real - 2

Videozinho divertido e real

Dê uma mão ao planeta!

Lindo esse video sobre o planeta terra!
Vale a pena ver de novo:



Por: Greenpeace

Breve reflexão


Uma bem humorada história que podemos comparar com o destino do nosso planeta...
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Uma Breve Reflexão
Pelo Médico Veterinário Lélio Costa e Silva

Eram 169 pulgas, 38 carrapatos e 75 piolhos. Todos moravam num cão de rua. Naquele “planeta”, os carrapatos preferiam o interior das orelhas, os dedos, a cernelha e as axilas. No dorso, lombo e abdômen viviam as pulgas. Os piolhos no restante. O cão era uma coceira só. Sugavam o sangue inoculando-lhe uma saliva irritante. Dia e noite, domingos e feriados.

Um dia alguém percebeu que o alimento estava caindo de qualidade – um sangue ralo e cada vez mais cor-de-rosa. Seria necessária uma assembléia de todos os moradores.

Na semana seguinte teve início a I Conferência Planetária do Meio Ambiente. O fórum escolhido foi o dorso do animal. Compareceram 292 pulgas, 94 carrapatos e 101 piolhos. Após a aprovação do regimento da Conferência, uma pulga fez uso da palavra:
- Senhoras e senhores, tenho notado uma drástica diminuição dos nossos recursos naturais. O planeta está anêmico!
- As culpadas são vocês mesmos suas pulgas imediatistas… atacou uma fêmea de carrapato entumescida de sangue.
- Que nada, nós até sabemos reciclar…
- Não entendi, interpelou um piolho.
- Nossas larvas, futuras pulgas, são alimentadas com nossos próprios dejetos… isto é ou não é reciclagem?
- Acho que tudo é uma questão política, completou outro carrapato.
E a reunião prosseguiu acalorada.

De repente o “planeta” começou a balançar…
- Efeito estufa? Aumento da temperatura global? Queimadas? Terremotos? Ou efeito do buraco na camada de ozônio?
Na verdade era o cão que se coçava desesperadamente num solitário jequitibá…

Ouvindo toda a discussão a árvore tentou ajudar:
- Gente! Vocês já ouviram falar em “desenvolvimento sustentável”?
Todos silenciaram para escutar.

- "Antigamente essa praça era uma floresta. Inúmeras árvores de variadas espécies. Produzíamos flores, frutos, abrigos, sombra e madeira. As folhas mortas e os restos dos animais se decompunham rapidamente com a ação do calor e da umidade frequente.

Assim todos os nutrientes eram devolvidos à terra-mãe, alimentando-nos e possibilitando o nascimento de novas plantas. Tudo aqui era biodiversidade. Existiam orquídeas, bromélias, cipós e toda a vida animal. As copas amenizavam a queda da chuva que suavemente deslizava entre os galhos. Não havia erosão. De vez em quando cortavam algumas árvores.

Nem precisavam reflorestar. Nós mesmas fazíamos o replantio com a ajuda dos morcegos, frugívoros, cutias, gralhas, borboletas, beija-flores e até do vento. Assim a floresta se AUTOSSUSTENTAVA.

Mas um dia começaram a nos desmatar além da conta… logo fiquei sozinha. hoje virei mictório de cães e de gente. As minhas folhas são impiedosamente varridas. Não têm mais o direito de apodrecer ao pé da árvore-mãe…"

- Mas afinal o que é desenvolvimento sustentável? – perguntou um piolho aflito.

- É cada um sugar sem exageros o alimento e dar tempo ao “planeta” de se recuperar…
- Vamos ter que produzir economizando - lembrou um carrapato demonstrando preocupação - afinal todos nós podemos jejuar mais de um mês…

E a plenária efervesceu. Foram criados manifestos e leis ambientais. Publicaram a “Carta dos Ectoparasitos”. Elegera-se delegados. Todos se comprometeram.
Ao final dos debates já haviam 3.090 pulgas, 2.348 carrapatos, 2.251 piolhos… No dia seguinte, o cão morreu.

Fim

A mesma cena se repete...


Postei esse texto em março/2010 e é impressionante como ainda é atualíssimo. Toda semana vejo a cena se repetir nos mesmos locais.
As pessoas precisam mudar, e logo. Se eu preciso ser a mudança que quero ver no mundo, a minha já começou faz tempo. Mas cade a de vcs?
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Hoje pela manhã eu estava indo trabalhar e, ao passar por um bairro recente que começou como uma posse, me deparei com uma cena que para muitos pode ser até normal. Uma mulher por volta de seus 30 e poucos anos empurrava um carrinho de mão tranquilamente em direção a uma encosta que margeia a pista por onde eu passava. E ela simplesmente, com a maior naturalidade, despejou todo o conteúdo do carrinho na encosta. O que tinha no carrinho? Lixo. Garrafas pet? Umas dez. Sacolas plásticas vazias, cheias, pedaços de papel e restos de um monte de coisas. Ela despejou todo aquele lixo e foi embora. Eu fiquei pensando como ela pode ter tanta calma e segurança em despejar todo aquele lixo no mato e ao ar livre. Na mesa hora comentei com minha mãe "Depois as pessoas reclamam que tem enchente, que a Prefeitura não cuida do escoamento e por aí vai..."

Até quando as pessoas vão perceber que nós somos resultado dos nossos atos? Até quando as pessoas vão ficar se entretendo com Big Brother ao invés de entender (ou tentar entender ou ao menos se interessar) o porque desse "caos no clima" que está sendo causado por nós mesmos?

Sinceramente, gente, às vezes me sinto impotente e cansada. EU não jogo lixo no chão, reciclo tudo o que posso, evito tudo o que pode prejudicar ainda mais nosso planeta, já castigado, e sempre me deparo com essas pessoas que não estão nem aí! Vejo sempre lixo pelo chão no ponto de ônibus, vejo meus vizinhos juntarem lixo para queimar todo fim de semana (e aquela fumaça horrível entra dentro de casa dá vontade de xingar muito!).

Minha cidade está um verdadeiro caos no trânsito, carros em excesso, motos em excesso. Poluição em excesso. Ninguém se dá ao luxo de deixar o carro em casa pelo menos uma vez por semana. E olha que Volta Redonda nem é tão grande, com 182,8 km² e cerca de 232 mil habitantes não era pra ser essa bagunça. As vias são conservadas e bem orientadas, mas hoje em dia posso afirmar que está impossível trafegar com tranquilidade e chegar na hora ao destino. Não se encontra mais nem vaga para estacionar.

Essas coisas vão cansando a gente... Dá vontade de deixar pra lá e nem falar mais nada. Mas ao mesmo tempo sinto que uma sementinha é o início de tudo. E cada um de nós é a sementinha e uma vai contaminando a outra. Esse é o lado bom da história e me faz ir e frente na conscientização ambiental.


Cíntia Sibucs
Em 03 de março de 2012

Reciclagem

Litros de Luz!

Muito legal essa nova forma de iluminar o interior das casas sem poluir o ambiente. Fácil e descomplicado. Adorei a ideia e querdo aproveitá-la numa varanda que estamos querendo fazer lá em casa.




Se alguém aí testar, volte e me conte se deu certo! =]

Dia Internacional do Planeta Terra

Ontem, 22 de abril, foi o Dia Internacional do Planeta Terra. 
No dia da Terra e todos os outros dias do ano, queremos o 
Planeta e o Brasil com florestas, por isso assine pelo 
fim da destruição das florestas!


Clique na imagem e participe!

Reaproveitando vidros

Olha que ideia fofa e interessante! É feito com papel craft e fita dupla face. Achei essa e outras coisas muito legais no site Xingqu.
Divirtam-se!


Aquecimento global

É bem por aí a realidade de hoje em dia...



Virada Sustentável 2012

Bora participar, gente!
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Estão abertas as inscrições de projetos para a Virada Sustentável 2012
Em: 16/4/2012
Por: Envolverde


Estão abertas as inscrições para projetos, iniciativas artísticas e ações voltadas para a sustentabilidade, interessados em participar da segunda edição da Virada Sustentável, que vai acontecer em São Paulo, nos dias 2 e 3 de junho. O evento já tem mais de cem atrações confirmadas. Durante as 24 horas dos dois dias, serão realizadas oficinas, intervenções, concursos culturais e outras atividades educativas que vão envolver diversos segmentos da sociedade, procurando conscientizar a população sobre o tema da sustentabilidade.

No ano passado, o evento contou com 480 atividades, em 78 espaços, de várias regiões da cidade.  Um dos destaques da programação foi a coleta de lixo eletrônico, que conseguiu arrecadar 27 toneladas de resíduos. Além disso, a primeira edição teve grande participação de crianças, em espaços como a Pista Certa, no Parque Villa Lobos, onde receberam aulas de educação para o trânsito, para que se tornassem “vigilantes” dos adultos no dia a dia.

Para esta edição, a organização espera que a quantidade de atrações seja duplicada e que a iniciativa ocupe também espaços da periferia.

Para participar:
É preciso preencher uma carta de adesão, que está disponível no site oficial do evento ou pode ser solicitada por e-mail, no endereço adesoes@viradasustentavel.com .
As propostas serão analisadas pela organização do evento. Serão priorizadas as que tiverem caráter educativo e utilizem linguagem artística (teatro, música, cinema e artes plásticas) ou lúdica (oficinas, gincanas, concursos culturais, etc.).
Não serão aceitas propostas que tenham conotação partidária ou religiosa, bem como as que estimulem qualquer forma de discriminação em função de raça, cor, sexo, condição social, orientação sexual, religiosa ou política.

Crueldade, não!


Hora do Planeta

No sábado do dia 31, eu estava lendo no meu quarto. Deixei todas as luzes da casa apagadas, exceto a do meu quarto. E com vc? Como foi?


Cintia
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Cartões-postais do Rio ficam às escuras para conscientizar população sobre necessidade de poupar energia

Em: 02/4/2012
Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil
Edição: Rivadavia Severo
Publicado originalmente no site Agência Brasil
Via: Envolverde

Rio de Janeiro – A cidade do Rio de Janeiro participou na noite deste sábado (31) da campanha mundial Hora do Planeta 2012 que tem como objetivo conscientizar a população mundial sobre a importância da adoção de novos hábitos, além de mobilizar a sociedade para a luta contra o aquecimento global e para a questão das mudanças climáticas.

Este ano, a mobilização, organizada no país pela organização não governamental WWF-Brasil, também pretendeu chamar a atenção para a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre na cidade no mês de junho próximo.

Durante uma hora, das 20h30 as 21h30, os principais cartões-postais da cidade ficaram às escuras. Além do Cristo Redentor, as luzes foram apagadas nas orlas das praias de Copacabana e Ipanema, nos Arcos da Lapa, no Monumento aos Pracinhas, na Catedral Metropolitana e na Igreja Nossa Senhora da Penha. Em um ato simbólico, no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, um interruptor foi acionado às 21h30 por autoridades municipais e diretores da WWF-Brasil.

O vice-prefeito e secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, lembrou que é a quarta vez consecutiva que o Rio participou da Hora do Planeta. Segundo ele, “a ideia é que a conscientização fique acesa por todo o ano. Para isso, precisamos, cada vez mais, gastar menos luz, desperdiçar menos água, emitir menos gás carbônico, além de envolver indivíduos, governos e organizações no objetivo maior de garantir um futuro mais sustentável”.

Foto: Divulgação Hora do Planeta

Hora do Planeta


Hora do Planeta

Lembram do mimeógrafo? A Coca-Cola usou um para criar este anúncio sem ter de usar energia elétrica.
Ato pra lembrar " Hora do Planeta", que vai acontecer neste sábado, dia 31/03, criado pela agência brasileira DPZ.




Adorei a ideia!


Fonte: AdNews

Água


No Dia Mundial da Água, debate aborda gestão integrada de recursos hídricos
Audiência pública vai debater o Pacto das Águas, que servirá para o o fortalecimento da gestão integrada da água no Brasil
Em: 22/03/2012
Por: Agência Brasil
Panomama Brasil / Política

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizou ontem, quinta-feira (22) o Dia Mundial da Água, audiência pública para debater o Pacto das Águas, firmado pela delegação brasileira presente no 6º Fórum Mundial da Água, realizado neste mês, na França.

O pacto prevê a união entre o governo federal, o Congresso, as instituições públicas e privadas e as organizações civis para o fortalecimento da gestão integrada da água no Brasil.

O debate, proposto pelo deputado Sarney Filho (PV-MA), pretende discutir os compromissos políticos que deverão integrar a revisão da Agenda 21, na Conferência Rio+20, que ocorrerá em junho, no Rio de Janeiro. A agenda foi resultado da conferência anterior – Rio 92 – e reúne metas ambientais a serem atingidas no século 21. O compromisso, firmado pelos 179 países participantes, será revisado na conferência deste ano.

Foram convidados para a audiência os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o deputado Márcio Macêdo (PT-SE), o presidente da Agência Nacional da Água (ANA), Vicente Andreu Guillo, e a coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro.


Dia Mundial da Água


Vamos cuidar do nosso bem mais precioso! O desperdício deve ser evitado sempre que possível. E isso começa com cada um de nós, no dia a dia. Ao lavar o carro, o quintal, as louças. Durante o banho e nos cuidados diários.


Bjs
Cintia

Reciclar é simples!

Pra reciclar basta um pouco de cuidado e criar o hábito.
Na minha casa a gente não reciclava, apesar de eu sempre ter essa vontade, de separar o meu lixo, de contribuir com o ambiente e com a cidade. Porém, na minha cidade, apesar de haver cooperativas de coleta seletiva (que não recolhem na cidade toda, infelizmente, apenas em alguns bairros), a Prefeitura não disponibilizava esse tipo de recolhimento. Então era um trabalho vão, pois eu separava o lixo e ele ia embora junto com o lixo comum.

Há dois anos, a Prefeitura passou a oferecer esse serviço. O caminhão da coleta passava um vez por semana, deixava sacos plásticos transparentes nas casa que quisessem aderir e, na semana seguinte, o mesmo caminhão passava novamente recolhendo apenas o que era reaproveitado: plástico, vidro, alumínio, papel.
Foi um momento muito bom, pois começamos a criar o hábito de separar corretamente os materiais para a reciclagem.

Mas durou pouco. Porque logo após esse período, a coleta cessou. E agora estamos sem o serviço. Mas o hábito foi criado - pelo menos na minha casa. Ainda separamos o lixo seco do lixo orgânico. Mesmo que ele vá parar no lixão ou aterro sanitário, pelo menos nós separamos e se algum catador encontrar nosso lixo separado, ele já vai ficar agradecido e terá menos um trabalho naquele dia.

E nesse processo todo, acabamos aprendendo a maneira correta de descartar os materiais reutilizáveis. Hoje em dia, esse processo é uma atividade industrial que gera muitos empregos, além de trazer grandes benefícios para o meio ambiente. Mas para isso acontecer, é preciso seguir uns passos.

• PET: Se o produto vem numa embalagem PET reciclável, ele deve ter embaixo um triângulo com o número 1 dentro. Esse símbolo é para indicar que esse material pode ser reciclado. No ato do descarte, lembre-se de que a embalagem deve estar totalmente vazia. Não é necessário lavar a embalagem! Isso vai acontecer durante o processo de reciclagem. Se der, retire o rótulo e amase a embalagem. Isso reduz o espaço para acomodar mais PETs. Deixe a embalagem bem tampada. Pronto, vc já separou adequadamente.

• PAPEL: Devem estar secos, limpos (sem gordura, restos de comida, graxa), de preferência não amassados. As caixas de papelão devem estar desmontadas por uma questão de otimização do espaço no armazenamento. Isso serve também para as caixas de produtos como remédios, pasta de dente etc. Papeis em geral podem ser reciclados, como aparas, jornais, revistas, caixas, papelão, papel de fax, formulários de computador, folhas de caderno, cartolinas, cartões, rascunhos escritos, envelopes, fotocópias, folhetos, impressos em geral.

• PLÁSTICOS: Muitos tipos, além do PET, podem ser reciclados, como tampas, potes de alimentos (margarina por ex.), frascos, utilidades domésticas, garrafas de água mineral, recipientes para produtos de higiene e limpeza, PVC, tubos e conexões, sacos plásticos em geral (sim! as sacolinhas!!!), peças de brinquedos, engradados de bebidas, baldes. Devem estar limpos e sem resíduos para evitar animais transmissores de doenças próximo ao local de armazenamento.

• TETRA PAK: São separadas juntamente com o plástico. Caixinhas de leite e sucos, creme de leite, embalagens tipo longa vida em geral. Retire todo o conteúdo, se desejar, pode passar na água rapidamente. Desmonte a embalagem para melhor acondicionamento, se tiver tampa, deixe-a bem tampada.

• METAIS: Latas de alumínio (latinhas de bebidas), latas de aço (ex. latas de óleo, sardinha, milho, molho de tomate), tampas, ferragens, canos, esquadrias e molduras de quadros. Devem estar limpos e sempre que possível reduzidos a um menor volume (amassados). 

• VIDROS: Tampas, potes, frascos, garrafas de bebidas, copos, embalagens. Devem estar limpos e sem resíduos. Podem estar inteiros ou quebrados. Se estiverem quebrados, devem ser embalados em um papel grosso (jornal ou craft) para evitar acidentes.

Esses materiais podem ser descartados todos juntos, dentro de sacolas transparentes. Exceto se forem descartados diretamente em cestas coloridas, discriminando cada tipo separadamente:




Fonte: Instituto de Biociências da USP

Parceiro do RJ


Essa é a realidade. A grande massa ainda não tem o hábito de descartar seu lixo corretamente. Muito do lixo que poderia ser reaproveitrado está nos valões, nos rios e nas encostas, gerando problemas ambientais e sociais - já que quando ocorrem enchentes e chuvas, o que vemos é só catástrofe uma atrás da outra.
É necessário um trabalho constante de conscientização e um trabalho parceiro com as Prefeituras, para agilizar o processo da reciclagem e coleta.
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Projeto "Parceiro do RJ" mostra a reciclagem de materiais na Cidade de Deus
Cem pessoas por dia vão ao centro de reciclagem vender latas e papelão. Sete pessoas trabalham na cooperativa de reciclagem da comunidade.
Em: 27/02/2012
Por: G1



O trabalho de reciclagem na Cidade de Deus que os moradores fazem tem feito grande diferença na comunidade. É o que mostra a dupla "Parceiro do RJ" da Cidade de Deus, Viviane Sales e Ricardo Fernandes.

Leonardo Batista de Jesus, de 35 anos, da cooperativa de catadores de matérias recicláveis, explica o que é uma ecobarreira: “A ecobarreira evita que o resíduo sólido se expanda e vá para rios, lagoas e mar. Esse resíduo fica sob nosso controle. Hoje o que se fala no mundo é reciclar: reduzir, reciclar, reutilizar. São os três erres que nós usamos”, diz ele. Na cooperativa, são sete pessoas trabalhando no recolhimento de material reciclado. Tem muita garrafa pet, plástico, lata. Tem tanta coisa abandonada que daria até para montar uma casa. Os parceiros encontraram até sofá e geladeira, além de um ursinho de pelúcia.

Leonardo explica que tira de 3 a 6 toneladas de material reciclado e, segundo contou, quando chove essa quantidade triplica: “O morador tem que se conscientizar que isso volta contra ele, com enchentes transbordando nas casas. O essencial é que se tenha conscientização ambiental”, disse. No centro de reciclagem da Cidade de Deus tem muito ferro, plástico, alumínio, material que ontem estava na casa das pessoas.


Alexandre de Souza Tavares, de 27 anos, do centro de reciclagem da Cidade de Deus, diz que trabalha muito com plástico, ferro e papelão. “O papelão custa R$ 0,10 o quilo; lata, em torno de R$ 1,90 o quilo; ferro, R$ 0,18 o quilo. Vem muita gente trazer material aqui, de 70 a cem pessoas por dia”, explicou ele.

Alberto Nascimento, catador de material reciclável, trabalha há dez anos no ramo e garante que dá para sobreviver de reciclagem. Já Joselino Rocha Oliveira, de 50 anos, catador autônomo, numa carroça puxada pelo cavalo Trovão, sai todos os dias pelas ruas de Jacarepaguá para recolher material reciclado. “É o meu trabalho, há dez anos trabalhando com material reciclado nesse serviço que as pessoas não dão valor. Mas é daqui que tiro o sustento da minha família, é disso que eu pago minhas contas de telefone, internet, tudo com dinheiro daqui”, contou.

Em frente a um condomínio com muitos sacos de lixo na rua, ele se queixa: “A gente tem que meter a mão nesses sacos para recolher o que tem aí dentro. Se as pessoas já separassem o lixo e colocassem em sacos transparentes, a gente não tinha que meter a mão no lixo. O material que as pessoas falam que é lixo, a gente transforma em dinheiro”, disse.

Projeto Parceiro do RJ
Dezoito jovens foram selecionados para formar o Projeto Parceiro do RJ. O grupo foi dividido em nove duplas, que vão representar e mostrar o cotidiano de nove regiões do Rio e Grande Rio. Em comum, seus integrantes querem mostrar não só as mazelas, mas as coisas boas dos bairros onde moram.

Mais de 2.200 pessoas se inscreveram no projeto. Destes, os escolhidos vão mostrar o cotidiano da Rocinha, Copacabana, Tijuca, Campo Grande, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo.


Imagens ilustrativas: Corbis

Google no fundo do mar

Bom dia, amigos! Depois de uns diazinhos de descanço estou de volta com novos posts pro Presev, com aquela coletânea mais que especial do que rola por aí sobre meio-ambiente e afins.
Hj eu começo com uma notícia muito legal pros fãs do Google. Agora eles foram além, e poderemos ver até o fundo do mar pelo Google Seaview. Eu acessei e é muito interessante - além de LINDO!
Visual do Google Seaview
O projeto "Catlin Seaview Survey" (acessem o site, é muito bacana!), é uma parceria entre o Google, a Universidade de Queensland, na Austrália, e o Caitlin Group, que vai traçar um diagnóstico de saúde do sistema de corais através do levantamento panorâmico submarino com foto e video. O grupo pretende realizar levantamentos em 20 pontos da grande barreira de coral australiana - que é a maior formação natural de corais do planeta.
Com isso, o grupo espera estudar se (ou como) o comportamento migratório de tubarões-tigre, tartarugas-verdes e raias-diabos está sendo afetado pelo aquecimento global.
O video abaixo mostra um pouco do que é o projeto, com belas imagens, e as pessoas já podem acessar algumas imagens no Google Seaview além de ver os videos do projeto (eu acessei e por enquanto só tem um) no Youtube.




Fonte: Gizmodo Brasil

Entrevista com André Trigueiro (via EcoD)


Numa entrevista, concedida por telefone ao EcoD, o jornalista André Trigueiro fala sobre seu quarto livro, "Mundo Sustentável 2 – novos rumos para um planeta em crise" (editora Globo Livros, R$ 44,90), e ainda sobre as expectativas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o avanço da consciência socioambiental na política e no jornalismo, a liderança internacional do Brasil na questão ambiental e os principais desafios da área.
Vale a pena a leitura e reflexão!
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EcoD: No dia 6 de janeiro, você lançou publicamente o seu quarto livro. Como foi a receptividade?

André Trigueiro: Foi fantástica, uma tsunami verde de gente, de todos os matizes ideológicos, políticos e espirituais. Esse evento demonstrou que a sustentabilidade consegue aglutinar forças que não são propriamente iguais. Mas que não são opostas por isso, são apenas diferentes.

EcoD: O livro é uma coletânea de artigos seus e teve a participação de 35 especialistas. Como foi o processo de produção?

Trigueiro: O projeto original era para ser uma edição revista e atualização do livro Mundo Sustentável: Abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação, lançado em 2005. Ano passado, me chamou a atenção que o livro ainda estava em catálogo e com boa vendagem. Mas eu estava constrangido porque em seis anos muita coisa nova aconteceu e o livro, em alguns aspectos, estava datado. Esse trabalho superou as expectativas e no final percebemos que, na verdade, trata-se de um novo livro. A colaboração dos especialistas é inédita. Eu acho que este livro está melhor acabado do que o de 2005.

EcoD: Essa nova edição foi inspirada na Rio+20?

Trigueiro: Não era essa a intenção. O livro era para ter sido lançado há dois meses, mas houve um atraso no processo de revisão. Quando o livro ficou pronto, percebi que, pela multiplicidade de temas importantes na área do universo socioambiental, ele contempla a agenda da Rio +20 sem ter sido essa a intenção original.

EcoD: E o que o senhor espera da cúpula?

Trigueiro: (Suspiro) Eu espero que seja algo mais do que uma terapia de grupo, em que todo mundo diga como deseja a mudança, o que precisa ser feito, mas não sacramente uma posição, nem assuma compromisso. Porque o diagnóstico já existe, todo mundo sabe o que deve ser feito. O mundo tem pressa nas medidas efetivas. Esse é o risco da Rio+20: ser mais um cúpula onde vai haver os discursos mais emocionantes e não se consiga acelerar o processo. Esse é o grande desafio. Não podemos sair da cúpula como a gente entrou.

EcoD: Muitos especialistas temem que seja uma cúpula que somente analise o que foi feito nos últimos 20 anos, desde a Rio 92…

Trigueiro: Pelo que eu entendi, a pauta é discutir o que seria uma economia verde e procurar promover um encontro das expectativas do terceiro setor, que se reúne antes para formatar propostas para os chefes de estados. Daí para frente não se sabe o que vai acontecer. Mas não podemos esperar que a Rio+ 20 seja uma grande conversa sobre 20 atrás, a gente tem que avançar. O que é incrível é que já sabemos o que está errado e o que precisa ser feito. Falta fazer.

EcoD: A conferência acontecerá no Brasil em meio algumas polêmicas sobre políticas ambientais consideradas como retrocesso, como a possível aprovação do novo Código Florestal. Quais são os principais desafios ambientais do país?

Trigueiro: Uma questão você já levantou, nós temos ainda uma dúvida sobre o que será o texto do novo código florestal. Ele ainda passa por uma última etapa no Congresso antes de ir à sanção presidencial. A presidente Dilma já disse que o Novo Código não será o dos sonhos dos ruralistas, mas também não será aquele considerado o ideal pelos ambientalistas. O que vai ser ela não disse. Há uma expectativa nesse sentido. É importante que a gente faça esse link entre o código florestal e as metas que o Brasil assumiu voluntariamente, formatadas em lei, de redução de emissões de gases estufas através da redução do desmatamento. Tenho a convicção de que a presidente Dilma tem essa preocupação, de que como anfitrião (da Rio+20) não podemos aprovar um novo código que coloca em risco o cumprimento de uma lei. Ele não pode significar a redução das áreas vegetadas do Brasil.

EcoD: E além do código?

Trigueiro: Os outros quesitos eu acho que a gente avança. Nós temos no Brasil a vantagem estratégica de ter uma matriz energética majoritariamente renovável. É preciso consolidar essa posição e manter a meta de não sujar com mais combustível fóssil a nossa matriz. O Brasil foi um dos países que mais cresceram no mundo no incremento da energia eólica nos últimos anos. É uma referência na área do biocombustível, etanol e biodiesel. E o Brasil precisa, enquanto megaprodutor de petróleo com a descoberta pré-sal, ser referência em segurança. Todo o protocolo de segurança que envolve que a exploração do petróleo nessa camada requer a atenção, porque há lacunas importantes. Uma delas, diz respeito ao papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As agências reguladoras foram criadas para ter autonomia, funcionar sem a tutela do Estado. A partir do Governo Lula, elas tiveram o seu poder de agência esvaziados. Alguns especialistas denunciam uma fragilidade no arcabouço jurídico para uma ação firme de monitoramento e fiscalização das petroleiras no Brasil. E isso é um problema. A gente precisa ter uma clareza sobre o papel dessas agências.

EcoD: De certa forma, tivemos recentemente um vazamento que evidencia isso…

Trigueiro: Quais dos três? Nas minhas contas, foram ao menos três vazamentos recentemente…

EcoD: O do próprio pré-sal.

Trigueiro: Não, mas antes, sem ser pré-sal que é mais preocupante pois a complexidade é maior, teve o vazamento da Chevron e o de outra companhia na Baía de Ilha Grande. Os três têm em comum o fato de terem acontecido muito próximo uns dos outros e as circunstâncias, principalmente nos dois primeiros, não devidamente esclarecidas. É muito importante termos a vigilância, a sociedade se dá conta de que a atividade de petróleo é arriscada em todo o mundo. Talvez não se tenha feito todos os esforços necessários para reduzir ao mínimo esse risco.

EcoD: Recentemente o brasileiro Braúlio Dias foi indicado para assumir o cargo de secretário de biodiversidade da ONU, demonstrando o reconhecimento da intenção brasileira de liderança internacional na questão ambiental. O país está preparado para assumir esse papel?

Trigueiro: Com certeza. O mundo mudou. Esse mundo, que a gente vê na geografia institucional da ONU, caducou. O Brasil se destaca pelo seu território, população e economia como um país que tem uma vocação natural para assumir um papel mais importante do aquele que lhe foi atribuído no pós-guerra. É perfeitamente compreensível esse protagonismo.

EcoD: Há muito que se fala sobre o equívoco que é o modelo de consumo desenfreado. Na semana passada, um relatório do Ipea destacou que o crescimento econômico não pode ser fundado nos recursos naturais. Está havendo uma mudança de consciência real ou ainda se enxerga a preservação ambiental como marketing?

Trigueiro: Há uma mudança de consciência. Agora, é importante que essa mudança seja percebida nas diretrizes da política econômica. Fico satisfeito em perceber que cresce o número de economistas que ousam desafiar o pensamento econômico prevalente, o qual ainda insiste em demonstrar que não há limite para capacidade dos ecossistemas suprirem a humanidade de matéria-prima, energia e água. Economia pensa muito em fluxo, mas não pensa em estoque.

EcoD: Na análise que fez da mídia no seu livro "Meio Ambiente no Século XXI", o senhor afirmava que a avalanche de informações perturbava a capacidade de discernir o que é essencial. Esse quadro já mudou? Como o senhor avalia a cobertura ambiental nesses últimos anos?

Trigueiro: Eu acho que houve um agravamento com um novo gênero de vício, que é a internet. Nós temos um problema: de tão fantástica que é a capacidade de se comunicar rapidamente com tanta gente através das redes sociais, muitas pessoas não tem controle desse processo e passam longas horas no computador, o que exaure a capacidade de elaborar a compreensão da realidade. Nesses últimos dez anos, tivemos fatores de dispersão agravados.

Eu não gosto de usar expressão jornalismo ambiental. Eu não sou jornalista ambiental, eu sou jornalista interessado nos assuntos da sustentabilidade. Parece que o jornalismo em si não contempla ou não deveria prestar muito atenção assuntos ambientais, porque disso cuida o jornalista ambiental. Esse fracionamento não é, para mim, real. Esse esquartejamento não deixa compreendermos uma realidade sistêmica. Se a gente começa a fechar o foco em fragmentos, a compreensão dessa realidade se dilui.

Os jornalistas, progressivamente, estão começando a entender que meio ambiente não se reduz a bichinho e floresta. Já há uma percepção que quando se discute uma pauta ambiental, estamos discutindo um modelo de civilização, ética no desenvolvimento, qualidade de vida, saúde e bem-estar, o direito de todos os seres. Estamos evoluindo, estamos conseguindo perceber que nem tudo é possível explicar no lead. E que existem meios no texto jornalístico de aludir à visão sistêmica.

EcoD: O jornalismo ambiental, ao defender a preservação ambiental, quebra o dogma da parcialidade, tão defendido nos cursos de comunicação. A sociedade estranha o “tomar partido” jornalístico?

Trigueiro: Há questões sobre as quais os jornalistas devem ser parciais. Não é possível, no jornalismo, a gente achar que a corrupção tem dois lados: um bom e um ruim. Portanto, dentro da linha editorial de um veículo de comunicação, jamais será possível tolerar qualquer acolhimento da corrupção como uma ideia possível, uma prática perdoável. Segundo exemplo: a escravidão. Ainda existe escravidão no Brasil e no mundo. Não há dois lados da escravidão. Em qualquer circunstância, ela é abominável e deve ser condenada. O mesmo se aplica aos assuntos da sustentabilidade. Se a gente entende sustentabilidade como condição da nossa sobrevivência em um planeta com recursos finitos, teremos que repactuar a maneira como nos relacionamos com a natureza. Nesse sentido, sustentabilidade é a senha para que possamos todos viver nesse mundo, inspirados no que Gandhi disse: “A terra possui o suficiente para garantir a necessidade de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”. Sendo assim, não é possível condenar a ideia da sustentabilidade. Se não reconfigurarmos os modelos, vamos perecer.

EcoD: Você acredita que ainda dá tempo de evitar esse ecocídio?

Trigueiro: Nós não somos suicidas. A história mostra que o ser humano sempre avançou com muito vagar em direção a uma consciência mais acurada da realidade, mas a gente sempre mudou rápido quando o que estava jogo era nossa sobrevivência. Porque aí não tem discussão. De uma forma ou de outra, a gente vai alcançar o objetivo. A forma ideal é não esperar acontecer o pior para mudar. A gente deve deixar de priorizar o lucro imediato, a acumulação absurda de bens e recursos no menor tempo possível, que é o mantra do capitalismo. A outra maneira é pela dor, pela escassez. E não é justo que seja assim porque já temos um estoque de conhecimento, de tecnologia, suficiente para dar esse salto.

"Nós temos no Brasil a vantagem 
estratégica de ter uma matriz 
energética majoritariamente 
renovável. É preciso consolidar essa 
posição e manter a meta de não 
sujar com mais combustível 
fóssil a nossa matriz."



* Publicado originalmente no site EcoD.
* André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ onde hoje leciona a disciplina “Geopolítica Ambiental”, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro “Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação", coordenador editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", e “Espiritismo e Ecologia”, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.