Os recifes de corais e a emissão de gases

A cada dia mais informações são publicadas relacionando problemas com a biodiversidade ocasionadas pela grande quantidade de emissão de gases na atmosfera. Muito tem se discutido, mas pouco tem sido feito.

Recifes de corais agora podem desaparecer com oceanos mais ácidos. É a "acidificação" dos oceanos, que é o resultado de maior concentração de CO2 na atmosfera. Cientistas alegam que o ecossistema pode ser impactado ainda neste século de acordo com uma pesquisa feita por cientistas dos EUA, Austrália e Alemanha.

Um recife de coral suporta uma enorme variedade de vida, totalmente dependente de fontes de energia para sua sobrevivência, crescimento e reprodução. É um lugar onde encontramos alta produção primária, assim como alta ingestão de nutrientes e de onde ele executa uma constante reciclagem na comunidade oceânica.


Segundo a pesquisa, a acidificação dos oceanos é um fenômeno que reduz o pH das águas devido ao aumento do CO2 atmosférico. E isso pode reduzir a diversidade e a capacidade de recomposição de recifes de corais.

Os cientistas verificaram várias espécies de ecossistemas localizados perto de três infiltrações vulcânicas, que emitem naturalmente o CO2 no fundo do mar. Com isso, eles puderam entender melhor como acontece esse impacto e detalharam os reflexos de uma exposição maior dos recifes de corais a altos níveis de CO2 na atmosfera. Um evento como esse, pode acontecer até o final deste século e tornaria os oceanos mais ácidos.
O estudo mostra também, algumas mudanças na composição das espécies de corais e na redução da biodiversidade.


De acordo com o 4º Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), é estimado que até o final do século, o pH dos oceanos diminuirá dos atuais 8,1 para 7,8 devido ao aumento das concentrações atmosféricas de CO2. A pesquisa alerta que caso o pH oceânico baixe para menos que 7,8 haverá uma queda considerável no desenvolvimento dos recifes de corais e eles podem até mesmo desaparecer.


Fonte: G1 Natureza
Fotos: Google

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Giovana Damaceno disse...

Quando vemos uma matéria deste tipo, levamos um susto, ficamos surpresos, por um motivo simples: quem é que está prestando atenção nisso, além de pesquisadores desta especialidade? É tanta coisa pra dar conta, tanta vida pra viver, que esquecemos, sim, que existe todo um mundo à volta, ao qual chamamos resto. "Mas, como vou pensar no resto?"
É como a comunidade aqui perto, que passa tanta necessidade, que vive tanta miséria, que nem se lixam pro mosquito da dengue. "Mosquito? E eu lá quero saber de mosquito? A prefeitura não entra aqui nem pra recolher o lixo e vocês querem que eu me preocupe com vasinho de planta?"
Cuidar do ambiente é difícil. Muito difícil mesmo.