Cauã Reymond fala sobre reciclagem e preservação

Saiu na revista Época no dia 25/09, uma entrevista com o Cauã Reymond, que está na campanha da Tic-Tac-Tic-Tac, onde ele fala de vários assuntos, mas principalmente, sobre sua preocupação com o meio ambiente e o descaso das pessoas.Destaquei algumas frases dele que ilustram como simples ações no dia-a-dia podem fazer a diferença!
Quem quiser ver a entrevista na íntegra, clique aqui.


De uns três anos para cá eu passei a fazer ações simples no meu dia-a-dia. Tenho uma cisterna lá em casa para pegar água da chuva, guardo garrafas plásticas pra encher de água, em vez de comprar várias. Do lado da minha cama eu tenho uma garrafinha velha que eu já enchi e esvaziei centenas de vezes. Quando eu viajo de avião, mantenho um copo descartável comigo, em vez de pegar um monte cada vez que quero beber alguma coisa. Estou pensando em comprar um carro elétrico.

Tento separar lixo o máximo que posso. Leio sempre uma revista americana chamada Surfer, que estimula os surfistas a proteger o mar, as praias, com pequenas ações cotidianas. Dali eu tirei a ideia de todos os dias tirar, além do meu lixo, mais três coisas da praia. Então hoje eu saí de lá com um pacote de biscoito, um saco plástico velho e um canudo. Fico muito impressionado com as imagens da camada de lixo que existe no Oceano Pacífico. Também gosto da ideia da reciclagem de roupas. Como ator, eu ganho muitas peças e sei que não vou usar todas elas, então eu doo, às vezes para amigos. Isso reduz o consumismo. Além disso, eu tenho comido cada vez mais alimentos orgânicos, porque isso ajuda a reduzir o uso de agrotóxicos.


A ação de artistas em causas assim é mais do que importante, é crucial. É usar o fato de chamar atenção das pessoas para fazer o bem, é uma pequena forma de retribuir. Eu tenho a maior esperança de estar ajudando. Já fui ao Havaí surfar e fiquei impressionado com o respeito que eles têm pelas praias. Seria maravilhoso se no Brasil também fosse assim.

No Brasil é difícil incutir essa consciência ecológica porque muita gente não tem condições básicas para viver. Não dá para pensar no meio ambiente se você sobrevive mal, não tem educação. Isso tudo eu compreendo. O que eu não aceito é ir correr na praia do Pepe (Barra da Tijuca) num domingo à tarde e encontrar tanto lixo. Ou ver como as areias do Leblon estão contaminadas. Porque quem frequenta essas praias é a classe média. Aí não é falta de informação, é falta de vergonha.

3 Deixe aqui sua opinião!:

Mana's Artes disse...

Esse cara além de lindo é politica e ecologicamente correto!

Giovana Damaceno disse...

U-lá-lá! Além de lindo é inteligente... Uhuuu!!!

Aline Luciana disse...

sou sempre a favor da preservação..