Google no fundo do mar

Bom dia, amigos! Depois de uns diazinhos de descanço estou de volta com novos posts pro Presev, com aquela coletânea mais que especial do que rola por aí sobre meio-ambiente e afins.
Hj eu começo com uma notícia muito legal pros fãs do Google. Agora eles foram além, e poderemos ver até o fundo do mar pelo Google Seaview. Eu acessei e é muito interessante - além de LINDO!
Visual do Google Seaview
O projeto "Catlin Seaview Survey" (acessem o site, é muito bacana!), é uma parceria entre o Google, a Universidade de Queensland, na Austrália, e o Caitlin Group, que vai traçar um diagnóstico de saúde do sistema de corais através do levantamento panorâmico submarino com foto e video. O grupo pretende realizar levantamentos em 20 pontos da grande barreira de coral australiana - que é a maior formação natural de corais do planeta.
Com isso, o grupo espera estudar se (ou como) o comportamento migratório de tubarões-tigre, tartarugas-verdes e raias-diabos está sendo afetado pelo aquecimento global.
O video abaixo mostra um pouco do que é o projeto, com belas imagens, e as pessoas já podem acessar algumas imagens no Google Seaview além de ver os videos do projeto (eu acessei e por enquanto só tem um) no Youtube.




Fonte: Gizmodo Brasil

Entrevista com André Trigueiro (via EcoD)


Numa entrevista, concedida por telefone ao EcoD, o jornalista André Trigueiro fala sobre seu quarto livro, "Mundo Sustentável 2 – novos rumos para um planeta em crise" (editora Globo Livros, R$ 44,90), e ainda sobre as expectativas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o avanço da consciência socioambiental na política e no jornalismo, a liderança internacional do Brasil na questão ambiental e os principais desafios da área.
Vale a pena a leitura e reflexão!
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EcoD: No dia 6 de janeiro, você lançou publicamente o seu quarto livro. Como foi a receptividade?

André Trigueiro: Foi fantástica, uma tsunami verde de gente, de todos os matizes ideológicos, políticos e espirituais. Esse evento demonstrou que a sustentabilidade consegue aglutinar forças que não são propriamente iguais. Mas que não são opostas por isso, são apenas diferentes.

EcoD: O livro é uma coletânea de artigos seus e teve a participação de 35 especialistas. Como foi o processo de produção?

Trigueiro: O projeto original era para ser uma edição revista e atualização do livro Mundo Sustentável: Abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação, lançado em 2005. Ano passado, me chamou a atenção que o livro ainda estava em catálogo e com boa vendagem. Mas eu estava constrangido porque em seis anos muita coisa nova aconteceu e o livro, em alguns aspectos, estava datado. Esse trabalho superou as expectativas e no final percebemos que, na verdade, trata-se de um novo livro. A colaboração dos especialistas é inédita. Eu acho que este livro está melhor acabado do que o de 2005.

EcoD: Essa nova edição foi inspirada na Rio+20?

Trigueiro: Não era essa a intenção. O livro era para ter sido lançado há dois meses, mas houve um atraso no processo de revisão. Quando o livro ficou pronto, percebi que, pela multiplicidade de temas importantes na área do universo socioambiental, ele contempla a agenda da Rio +20 sem ter sido essa a intenção original.

EcoD: E o que o senhor espera da cúpula?

Trigueiro: (Suspiro) Eu espero que seja algo mais do que uma terapia de grupo, em que todo mundo diga como deseja a mudança, o que precisa ser feito, mas não sacramente uma posição, nem assuma compromisso. Porque o diagnóstico já existe, todo mundo sabe o que deve ser feito. O mundo tem pressa nas medidas efetivas. Esse é o risco da Rio+20: ser mais um cúpula onde vai haver os discursos mais emocionantes e não se consiga acelerar o processo. Esse é o grande desafio. Não podemos sair da cúpula como a gente entrou.

EcoD: Muitos especialistas temem que seja uma cúpula que somente analise o que foi feito nos últimos 20 anos, desde a Rio 92…

Trigueiro: Pelo que eu entendi, a pauta é discutir o que seria uma economia verde e procurar promover um encontro das expectativas do terceiro setor, que se reúne antes para formatar propostas para os chefes de estados. Daí para frente não se sabe o que vai acontecer. Mas não podemos esperar que a Rio+ 20 seja uma grande conversa sobre 20 atrás, a gente tem que avançar. O que é incrível é que já sabemos o que está errado e o que precisa ser feito. Falta fazer.

EcoD: A conferência acontecerá no Brasil em meio algumas polêmicas sobre políticas ambientais consideradas como retrocesso, como a possível aprovação do novo Código Florestal. Quais são os principais desafios ambientais do país?

Trigueiro: Uma questão você já levantou, nós temos ainda uma dúvida sobre o que será o texto do novo código florestal. Ele ainda passa por uma última etapa no Congresso antes de ir à sanção presidencial. A presidente Dilma já disse que o Novo Código não será o dos sonhos dos ruralistas, mas também não será aquele considerado o ideal pelos ambientalistas. O que vai ser ela não disse. Há uma expectativa nesse sentido. É importante que a gente faça esse link entre o código florestal e as metas que o Brasil assumiu voluntariamente, formatadas em lei, de redução de emissões de gases estufas através da redução do desmatamento. Tenho a convicção de que a presidente Dilma tem essa preocupação, de que como anfitrião (da Rio+20) não podemos aprovar um novo código que coloca em risco o cumprimento de uma lei. Ele não pode significar a redução das áreas vegetadas do Brasil.

EcoD: E além do código?

Trigueiro: Os outros quesitos eu acho que a gente avança. Nós temos no Brasil a vantagem estratégica de ter uma matriz energética majoritariamente renovável. É preciso consolidar essa posição e manter a meta de não sujar com mais combustível fóssil a nossa matriz. O Brasil foi um dos países que mais cresceram no mundo no incremento da energia eólica nos últimos anos. É uma referência na área do biocombustível, etanol e biodiesel. E o Brasil precisa, enquanto megaprodutor de petróleo com a descoberta pré-sal, ser referência em segurança. Todo o protocolo de segurança que envolve que a exploração do petróleo nessa camada requer a atenção, porque há lacunas importantes. Uma delas, diz respeito ao papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As agências reguladoras foram criadas para ter autonomia, funcionar sem a tutela do Estado. A partir do Governo Lula, elas tiveram o seu poder de agência esvaziados. Alguns especialistas denunciam uma fragilidade no arcabouço jurídico para uma ação firme de monitoramento e fiscalização das petroleiras no Brasil. E isso é um problema. A gente precisa ter uma clareza sobre o papel dessas agências.

EcoD: De certa forma, tivemos recentemente um vazamento que evidencia isso…

Trigueiro: Quais dos três? Nas minhas contas, foram ao menos três vazamentos recentemente…

EcoD: O do próprio pré-sal.

Trigueiro: Não, mas antes, sem ser pré-sal que é mais preocupante pois a complexidade é maior, teve o vazamento da Chevron e o de outra companhia na Baía de Ilha Grande. Os três têm em comum o fato de terem acontecido muito próximo uns dos outros e as circunstâncias, principalmente nos dois primeiros, não devidamente esclarecidas. É muito importante termos a vigilância, a sociedade se dá conta de que a atividade de petróleo é arriscada em todo o mundo. Talvez não se tenha feito todos os esforços necessários para reduzir ao mínimo esse risco.

EcoD: Recentemente o brasileiro Braúlio Dias foi indicado para assumir o cargo de secretário de biodiversidade da ONU, demonstrando o reconhecimento da intenção brasileira de liderança internacional na questão ambiental. O país está preparado para assumir esse papel?

Trigueiro: Com certeza. O mundo mudou. Esse mundo, que a gente vê na geografia institucional da ONU, caducou. O Brasil se destaca pelo seu território, população e economia como um país que tem uma vocação natural para assumir um papel mais importante do aquele que lhe foi atribuído no pós-guerra. É perfeitamente compreensível esse protagonismo.

EcoD: Há muito que se fala sobre o equívoco que é o modelo de consumo desenfreado. Na semana passada, um relatório do Ipea destacou que o crescimento econômico não pode ser fundado nos recursos naturais. Está havendo uma mudança de consciência real ou ainda se enxerga a preservação ambiental como marketing?

Trigueiro: Há uma mudança de consciência. Agora, é importante que essa mudança seja percebida nas diretrizes da política econômica. Fico satisfeito em perceber que cresce o número de economistas que ousam desafiar o pensamento econômico prevalente, o qual ainda insiste em demonstrar que não há limite para capacidade dos ecossistemas suprirem a humanidade de matéria-prima, energia e água. Economia pensa muito em fluxo, mas não pensa em estoque.

EcoD: Na análise que fez da mídia no seu livro "Meio Ambiente no Século XXI", o senhor afirmava que a avalanche de informações perturbava a capacidade de discernir o que é essencial. Esse quadro já mudou? Como o senhor avalia a cobertura ambiental nesses últimos anos?

Trigueiro: Eu acho que houve um agravamento com um novo gênero de vício, que é a internet. Nós temos um problema: de tão fantástica que é a capacidade de se comunicar rapidamente com tanta gente através das redes sociais, muitas pessoas não tem controle desse processo e passam longas horas no computador, o que exaure a capacidade de elaborar a compreensão da realidade. Nesses últimos dez anos, tivemos fatores de dispersão agravados.

Eu não gosto de usar expressão jornalismo ambiental. Eu não sou jornalista ambiental, eu sou jornalista interessado nos assuntos da sustentabilidade. Parece que o jornalismo em si não contempla ou não deveria prestar muito atenção assuntos ambientais, porque disso cuida o jornalista ambiental. Esse fracionamento não é, para mim, real. Esse esquartejamento não deixa compreendermos uma realidade sistêmica. Se a gente começa a fechar o foco em fragmentos, a compreensão dessa realidade se dilui.

Os jornalistas, progressivamente, estão começando a entender que meio ambiente não se reduz a bichinho e floresta. Já há uma percepção que quando se discute uma pauta ambiental, estamos discutindo um modelo de civilização, ética no desenvolvimento, qualidade de vida, saúde e bem-estar, o direito de todos os seres. Estamos evoluindo, estamos conseguindo perceber que nem tudo é possível explicar no lead. E que existem meios no texto jornalístico de aludir à visão sistêmica.

EcoD: O jornalismo ambiental, ao defender a preservação ambiental, quebra o dogma da parcialidade, tão defendido nos cursos de comunicação. A sociedade estranha o “tomar partido” jornalístico?

Trigueiro: Há questões sobre as quais os jornalistas devem ser parciais. Não é possível, no jornalismo, a gente achar que a corrupção tem dois lados: um bom e um ruim. Portanto, dentro da linha editorial de um veículo de comunicação, jamais será possível tolerar qualquer acolhimento da corrupção como uma ideia possível, uma prática perdoável. Segundo exemplo: a escravidão. Ainda existe escravidão no Brasil e no mundo. Não há dois lados da escravidão. Em qualquer circunstância, ela é abominável e deve ser condenada. O mesmo se aplica aos assuntos da sustentabilidade. Se a gente entende sustentabilidade como condição da nossa sobrevivência em um planeta com recursos finitos, teremos que repactuar a maneira como nos relacionamos com a natureza. Nesse sentido, sustentabilidade é a senha para que possamos todos viver nesse mundo, inspirados no que Gandhi disse: “A terra possui o suficiente para garantir a necessidade de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”. Sendo assim, não é possível condenar a ideia da sustentabilidade. Se não reconfigurarmos os modelos, vamos perecer.

EcoD: Você acredita que ainda dá tempo de evitar esse ecocídio?

Trigueiro: Nós não somos suicidas. A história mostra que o ser humano sempre avançou com muito vagar em direção a uma consciência mais acurada da realidade, mas a gente sempre mudou rápido quando o que estava jogo era nossa sobrevivência. Porque aí não tem discussão. De uma forma ou de outra, a gente vai alcançar o objetivo. A forma ideal é não esperar acontecer o pior para mudar. A gente deve deixar de priorizar o lucro imediato, a acumulação absurda de bens e recursos no menor tempo possível, que é o mantra do capitalismo. A outra maneira é pela dor, pela escassez. E não é justo que seja assim porque já temos um estoque de conhecimento, de tecnologia, suficiente para dar esse salto.

"Nós temos no Brasil a vantagem 
estratégica de ter uma matriz 
energética majoritariamente 
renovável. É preciso consolidar essa 
posição e manter a meta de não 
sujar com mais combustível 
fóssil a nossa matriz."



* Publicado originalmente no site EcoD.
* André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ onde hoje leciona a disciplina “Geopolítica Ambiental”, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro “Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação", coordenador editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", e “Espiritismo e Ecologia”, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

Sacolinhas plásticas...


E falando em sacolinhas plásticas...

Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse que não havia essa onda verde no seu tempo. O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente".

"Você está certo", respondeu a velha senhora, e continuou: "nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente... Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é visível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?"

(Autor desconhecido - email circulando pela internet)

Bichinhos de Jardim

Mais um! Especialmente pro Dia do Quadrinho Nacional.



Via: Bichinhos de Jardim

Maurício de Sousa

Bem assim...


Dia do quadrinho nacional


O incômodo do aquecimento global


O aquecimento global tem gerado mais incômodo do que pensamos. Com a falta de neve em muitas regiões onde ela caia com abundância, pesquisadores divulgaram um estudo mostrando que o fenômeno, nas regiões montanhosas do Arizona, está causando uma série de efeitos  cascata – e um de seus resultados é a devastação de espécies de aves canoras.
A cada ano os cientistas se dedicam mais a entender como o aquecimento da terra pode afetar populações de animais selvagens. Há muita atenção sobre os ciclos de vida de animais e plantas com a mudança do clima. Temperaturas mais altas, por exemplo, podem ocasionar o florescimento prematuro de certas plantas, e animais podem migrar como resposta mais por alteração da luz que por mudanças reais nas temperaturas.
Um estudo conjunto da Geological Survey e da Universidade de Montana, publicado em janeiro/2012 no Nature Climate Change, explora outra visão de como o aquecimento pode afetar a vida selvagem. Cientistas usaram pesquisas de áreas montanhosas do Arizona para examinar como a diminuição da neve reduziu cinco espécies de populações de aves canoras. Em teoria, temperaturas mais quentes e menos neve podem ser bom para os pássaros, mas não é isto que está acontecendo...




Os alces, por exemplo, com suas pernas longas e finas, são sensíveis à neve pesada e a evitam, descendo para menores altitudes. Mas com menos neve, eles permanecem noslocais altos, se alimentando o ano todo da vegetação destes lugares e destruindo o habitat de certas aves canoras.
Para testar sua teoria, os cientistas não podiam criar mais neve, claro. Mas para imitar os efeitos da falta do movimento dos alces, eles limitaram a capacidade do animal de pastar em certas áreas, usando cercas. Depois, compararam comunidades de pássaros e plantas em áreas similares nas proximidades, às quais os alces tinham acesso. Em seis anos do estudo, descobriram que os declínios em populações das aves foram revertidos nas áreas às quais os alces não tinham acesso! Quer dizer, os efeitos indiretos do clima sobre comunidades de plantas podem ser tão importantes quanto os descasamentos induzidos entre árvores migratórias e abundância de alimento, porque as plantas, inclindo as árvores, fornecem um habitat do qual os pássaros precisam para sobreviver. Se o clima muda, tudo ao redor também muda.

Por: José Eduardo Mendonça

Ilhas Maldivas rumo à Austrália



Por causa do aquecimento global, população das Ilhas Maldivas poderá se mudar para a Austrália
Em: 16/01/12
Por: Marina Franco para revista Superinteressante

Hã? Isso mesmo, em breve a população das Maldivas estará de mudança. Os 350 mil habitantes terão de fazer as suas malas para passar a viver na Austrália, antes que sejam engolidos pelos mares do Oceano Índico. Pelo menos é o plano do presidente Mohamed Nasheed para a sobrevivência do seu povo.

Nasheed anunciou recentemente que pretende criar um fundo para arrecadar dinheiro para comprar terras e bancar a mudança, quando o aumento do nível do mar – que ocorre por conta da crescente temperatura do planeta – for tamanho que inundará todo o país. Os recursos virão da receita turística das mais de mil ilhas paradisíacas que formam o arquipélago.

Segundo as melhores estimativas da ONU, o nível do mar aumentará entre 28 e 28 cm até o final do século XXI. “Está se tornando cada vez mais difícil sustentar as ilhas em seu estado natural”, declarou ao jornal Sydney Morning Herald.

Achou loucura? Pois não se trata de ficção científica, pelos cálculos do presidente a mudança será necessária daqui a, apenas, 20 anos. Outros países próximos com cultura semelhante, como a Índia e o Sri Lanka, também são considerados, apesar de Nasheed ainda não ter conversado oficialmente com nenhum deles.

Será a melhor solução para as Ilhas Maldivas?

Reciclar é moda


Tomara que essa moda pegue muito!!!
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Pérolas, reciclagem e borracha nas peças de Francesca Romana
Na Italia, ela era aprendiz; aqui, ensina as técnicas para criar modelos que são mais que bijuterias
Em: 01/01/12
Por: Iesa Rodrigues para o Jornal do Brasil


A jovem designer veio de Nápoles para passar férias no Brasil. Visitou Olinda, Manaus, Pantanal. Viu São Paulo, Rio de Janeiro e sucumbiu aos encantos brasileiros quando descobriu as nossas pedras. Criou alguns colares e brincos, em dois meses vendeu duas mil peças para a H. Stern. E nunca mais a napolitana Francesca Romana quis sair daqui. Na Itália, era aprendiz de ateliê de jóias e começou a ensinar as técnicas às equipes que formou no Rio. “As férias viraram definitivas, e mesmo meus pais, que se surpreenderam no princípio, acabaram entendendo minha decisão, quando vieram me visitar”, conta agora, 25 anos depois da mudança, a designer que explora os materiais nacionais com referências na arte e nos pontos turísticos cariocas.

Depois de algumas mudanças na marca, devido a mudanças pessoais, Francesca celebra cinco anos de renovação com 24 lojas, duas delas em Paris – a da Rue de Longchamps é igualzinha à de Ipanema -, uma em Madri e uma em Bruxelas. A do Iguatemi, inaugurada há três meses, fornece o termômetro de agrado das paulistanas. “No ano que vem pretendo me embeber mais de São Paulo, sou influenciada demais pelo Rio de Janeiro. As cidades têm estas diferenças: no Sul, por exemplo, é preciso ter mais brilho”, conta, enquanto mostra as novidades na flagship de Ipanema, quase esquina da Aníbal de Mendonça.

As pulseiras rígidas, com a fitinha do Bonfim e pingentes de sorte, os relógios com a calcada de Ipanema no mostrador. Entre as preferidas, destaca a coleção permanente de braceletes com fotos de um livro editado por João de Orleans e Bragança, vista no pulso de Kate Moss. O momento Brasil-Itália, festejado neste ano, merece o cordão tipo escapulário, com Cristo Redentor e o Coliseu de Roma. “Só os italianos compram...”, revela.


As brasileiras adoram o colar metalizado, de grandes paetês quadrados, usado pela atriz Carolina Ferraz em O Astro. Talvez as consumidoras ignorem o que este colar significa para o planeta, ele é feito de pedacinhos de garrafa pet reciclada e metalizada (foto do centro, acima), sua inspiração bateu quando Francesca assistiu ao filme Lixo Extraordinário, de Vik Muniz.

Para o verão, anda montando belas vitrines com as coleções floridas, feitas em borracha por Marzio Fiorini. “São lindas para a praia e piscina, e se mantém muito bem, desde que fiquem longe de perfumes em spray, que deixam a borracha rígida”. Outro sucesso de verão é a linha de shambalas, pulseiras multicoloridas, que misturam pérolas, contas verdes, strass e pedras, por preços desde R$ 150. As turquesas, hits da temporada, colorem pulseiras, colares e anéis.




NOTA

Marzio Fiorini encontrou no PVC com textura de borracha o principal componente para dar vida a sua arte. Era um conceito totalmente vanguardista e inovador para jóias. Sempre inquieto e inovador, Marzio descobriu no pvc novas possibilidades e aprendeu todo os segredos deste material. Estudou e pesquisou durante um ano antes de apresentar sua primeira coleção em 2001.
Após o primeiro lançamento, brincos, colares, pulseiras, gargantilhas feitas em diversas cores e com textura de borracha, encantaram e surpreenderam as mulheres pela sua beleza, leveza, alegria, textura, perfeito ajustes as curvas do corpo, aliado ao design moderno, arrojado e criativo do artista.


Algumas peças exclusivas do artista






Chuvas em Volta Redonda

Fortes chuvas e ventos causaram estragos em alguns bairros de Volta Redonda essa semana. É fato que as estações e os fenômenos naturais estão cada vez mais intensos e por aqui, na Região Sul Fluminense, não é diferente. Na segunda-feira, dia 16/01, uma chuva muito forte caiu e com ela veio também um vendaval inesperado, que causou destruição nos bairros Aterrado, Niterói, Aero Clube e Barreira Cravo. Muitas árvores caídas, casas destelhadas, carros e muros sob as árvores. Os prejuízos à cidade já chegam a um milhão de reais. O local mais atingido foi o bairro Aterrado, que teve parte da cobertura de duas pontes arrancada, tamanha a violência e força da ventania. Muitos letreiros de lojas também voaram pelos ares.

Ponte Pequetito Amorim, no Aterrado (Foto: Gabriel Borges)



Dois dias depois, ontem, mais uma chuva forte e pesada durou algumas horas, porém sem ventos. Mas ainda assim não foi pouco para mais estragos. Rios que cortam os bairros Vila Santa Cecília e arredores (Sessenta, Jardim Esperança, Siderópolis, Casa de Pedra, Vila Rica) transbordaram e causaram muitos transtornos. Casas e lojas inundadas, carros sendo levados pela forte correnteza e muitas pessoas sendo resgatadas de bote pelo Corpo de Bombeiros, principalmente nas ruas 33 e 41, na Vila Santa Cecília (que aliás, foi uns dos pontos que mais sofreu).
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Eduardo Freitas)
Vista de cima, bairro Vila Santa Cecília, rua perpendicular à Rua 33 (Foto: Eduardo Freitas)
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Bernardo Coutinho)
No dia seguinte, depois de mais chuva durante a noite, o que restou foram avenidas interditadas, muita lama, mato, árvores caídas, carros abandonados e lixo. Muito lixo e sacolas plásticas.
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Paulo Dimas)
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Paulo Dimas)
Córrego Cachoeirinha, Vila Santa Cecília  (Foto: Camila Machado)


Os rios Brandão e Cachoeirinha não suportam a vazão das cabeceiras e transbordam, todos os anos nessa época de muitas chuvas. Muitas pessoas que moram nessas localidades já sabem e se preparam para não sofrer com os estragos. Normalmente as ruas alagam e, algumas horas depois, o rio vai baixando e volta ao seu volume normal, deixando lama e mato pelo caminho.
Porém esse ano a vazante está bem maior que há alguns anos. E muito se deve ao fato do crescimento meio desorganizado e do excesso de lixo nos rios. Sacos plásticos e lixo se aglomeram em bueiros e nos pontos da rota do rio, fazendo que a água demore muito a escoar. Muito desse lixo também acaba se amontoando nas calçadas e atrapalhando ainda mais a vazão da água da chuva.
É necessário uma reeducação urgente sobre descarte de lixo de maneira correta para que eventos assim sejam menos traumáticos para a cidade.
É claro que além da contribuição da população em geral, é preciso o apoio da Prefeitura, que deve fazer a coleta também de maneira correta (seletiva, de preferência!), senão não adianta nada.

Jubarte em Ilha Bela


Semana passada um grupo de sortudos que navegava nas águas do litoral norte de São Paulo, foi surpreendido por uma baleia jubarte.
O video tem quase quatro minutos e mostra o mamífero aquático se deslocando em alto mar, nas proximidades da Ilha Vitória, em Ilha Bela (a 30 quilômetros do continente). Três saltos da baleia são flagrados pelo grupo e mostrados no video, que teve mais de 14 mil acessos no You Tube.
Presente em quase todos os oceanos do planeta, a baleia-jubarte é uma espécie é protegida por lei. Assistam e se emocionem! Não é sempre que nos deparamos com tamanha beleza e surpresa nos mares!


Madeira sintética = $$$


Reutilização sempre gera mais lucro!
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Madeira sintética, com plástico 100% reciclado, gera bons negócios
Há 3 anos, empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável. Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.
Em: 08/01/12
Por: G1 Economia

Tendência de bons negócios para 2012, empresas desenvolvem, cada vez mais, soluções para preservar o meio ambiente e gerar bons lucros. É o caso do piso de madeira sintética, feito com plástico 100% reciclado.

Uma madeira que não solta farpas, não absorve umidade, nem retém fungos ou cupim. Além disso, é prática e fácil de limpar. A madeira sintética é bem parecida com a natural. Seja na cor, no peso e na beleza.

A empresa de Carlos Ristum, em Guarulhos, na Grande São Paulo fabrica a madeira feita com plástico 100% reciclado. Há 3 anos, o empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável. Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.



De 2009 para cá foi um trabalho árduo, um trabalho de investimentos constantes, mas sobretudo de acreditar num negócio que deveria prosperar, como tem se mostrado até o presente momento.

A produção é feita em um galpão, onde trabalham 12 funcionários. O material que vai ser reciclado chega de ONGs e de empresas que fazem a coleta e a separação do plástico. Por mês, são 40 toneladas, a maior parte é de embalagens de doces, salgadinhos e até sacos de lixo.

Todo o plástico usado reciclado vai para máquinas gigantes. Primeiro o material segue na esteira. Depois, é processado a uma temperatura de 120 graus. Aí, o plástico derretido recebe pigmentos. “Tem um tratamento de superfície que se chama metalização, em seguida vai a pintura e depois tem um colter, que é um verniz. Essas camadas juntas formam um tipo de pele, que dá mais resistência, porque são vários componentes. Elas se formam como se fossem fibras, como é o caso de um bambu ou uma taquara”, diz Roberto Caleffi, gerente industrial.



Para ganhar forma, o plástico líquido vai para as injetoras. Por fim, o material é resfriado, ganha acabamento e as peças passam por um rigoroso controle de qualidade. A peça finalizada é quatro vezes superior à resistência da madeira. As peças prontas também aceitam todas as ferramentas que são utilizadas na madeira como serra, pregos, parafusos, tintas e qualquer outro material que é normalmente aplicado na madeira.

O metro da madeira sintética custa, em média, R$ 120. O preço ainda é salgado se comparado ao da madeira natural: cerca de 50% mais caro. Mas quem opta pelo produto ganha na durabilidade. O material é bem mais resistente à ação do tempo. Assim, a madeira plástica substitui a utilização com sucesso a madeira natural na fabricação de portões, móveis, pisos e revestimentos.





Site da empresa: Recicplast - Madeira Plástica (Carlos Eduardo, muito obrigada pelo link!)

Recorde em reciclagem

O fato é que a reciclagem aumentou somente após a prefeitura ter instalado 67 contentores nas praias.  
É claro que a conscientização da população tem aumentado gradativamente, mas as pessoas que querem participar mais ativamente, esbarram no poder público que precisa se comprometer junto, oferecendo formas de coleta e recicle.
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Santos bate recorde em reciclagem de lixo
Cidade recicla metade do lixo não-orgânico que produz
Em: 11/01/12 
Do Metro Santos - Band.com.br

Santos, litoral de São Paulo, bateu recorde na reciclagem de lixo em dezembro. Foram 565,45 toneladas, um aumento de 125,31 toneladas ante o mesmo período de 2010. De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), a média é de que a produção de lixo nas cidades seja composta de 70% de lixo orgânico e 30% de lixo reciclável.

"Em Santos estes números atingem 50%, ou seja, das 15 mil toneladas de detritos produzidas por mês na cidade 7,5 mil são recicladas, um índice acima da média preconizada pela Abrelpe, que é de 30%", disse o secretário do Meio Ambiente, Fábio Nunes.

Segundo ele, o aumento na reciclagem deve-se à conscientização. “Há quatro meses foram colocados nas praias 67 contentores para lixo. O aumento vem exatame.

O reflexo disso é uma diminuição da demanda de varrição da faixa de areia.  Para o biólogo Orlando Couto Jr., professor do curso de Ciências Biológicas da Unisanta, os números são positivos. "Quanto mais lixo for reaproveitado, menos espaço vai ocupar em sua destinação final. Além disso, gera emprego e renda. Outro ponto é o fato de diminuir o uso dos recursos naturais, como a água".

Transformando luz do sol em energia

Basta um olhar atento, uma observação mais demorada. Foi isso que ele fez! E criou um revolução na captação da energia solar.


Fonte: Fantástico / Rede Globo (via YouTube)
Reportagem de Elaine Bast

Eventos cada vez mais ecológicos


É assim que deve ser!
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Londres prepara a primeira olimpíada sustentável da história
Em: 06/01/2012
Por: Ciclo Vivo

Os preparativos para os jogos olímpicos de Londres estão a todo o vapor. A capital inglesa é a primeira sede a incorporar a sustentabilidade em todas as etapas do planejamento. Antes disso, somente os jogos de inverno de Vancouver, havia aderido à proposta.

O projeto para a olimpíada de 2012 é ir além do “verde” deixando um legado positivo para as comunidades e para o meio ambiente. Segundo a comissão coordenadora do evento esportivo, alguns pré-requisitos foram levados em consideração durante toda a elaboração da estrutura para os jogos, como: utilizar estruturas já existentes sempre que possível; construir novas estruturas apenas quando forem úteis em longo prazo após os jogos e usar construções temporárias para o restante; incentivar a mudança e uma vida mais sustentável em todo o território inglês.

Para garantir que os três pilares que formam a sustentabilidade sejam priorizados em todas as etapas de planejamento dos jogos olímpicos de Londres, os dirigentes contaram com o apoio da ONG ambiental WWF. Assim foi criado o Plano de Sustentabilidade Londres 2012, com cinco temas principais:

1. Alterações Climáticas: Minimizar as emissões de gases de efeito estufa, garantindo facilidade para que as próximas gerações sejam capazes de lidarem com os impactos das mudanças climáticas.

2. Resíduos: Minimizar o desperdício em todas as fases do projeto, garantir que não haja resíduos enviados para aterros durante os jogos e incentivar o desenvolvimento de novas infraestruturas de tratamento de resíduos na área ocidental de Londres.

3. Biodiversidade: Minimizar o impacto dos jogos sobre a vida selvagem e dos seus habitats nas áreas ao redor dos centros esportivos.

4. Inclusão: Promover o acesso a todos e celebrar a diversidade de Londres e do Reino Unido, criando novas oportunidades de emprego, formação e negócios.

5. Vida saudável: Inspirar pessoas em todo o país a assumirem e desenvolverem as práticas esportivas, estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis.

Todos estes pré-requisitos são controlados e certificados pela norma britânica 8901: Especificação de Sistema de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Além disso, os ingleses já disponibilizaram o "Relatório de Sustentabilidade Londres 2012: Um caminho para a mudança", no qual estão inclusas as propostas colocadas em prática durante 2011.

O Rio de Janeiro sediará os jogos olímpicos seguintes aos de Londres e a intenção do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que a sustentabilidade também esteja presente em todo o projeto nacional. O mesmo está ocorrendo nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, que pretende se tornar a “Copa Verde”.

WSPA na Rio+20

Fazendas inteligentes tem boas práticas 
na criação de animais!


Ajude a WSPA a incluir os benefícios das boas práticas da criação de
animais na agenda da Rio+20


Bilhões de animais são criados todos os anos para produção de carne, leite e ovos. Muitos deles vivem em sistemas intensivos com baixo nível de bem-estar.

Mas VOCÊ pode mostrar que se importa também com os animais de produção!

Ajude-nos a incluir o tema bem-estar animal na agenda da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá em junho de 2012, no Rio de Janeiro, onde será discutido o futuro de nosso planeta.

Ao todo, 9732 pessoas já demonstraram o seu apoio. Envie agora mesmo a sua carta online, acessando o site da WSPA - Pegada Animal e preenchendo a carta com seus dados. Eu já enviei!!!!!

Belo Monte


Vc já tem sua opinião formada sobre esse tema? Desde que iniciaram as discussões sobre a construção da usina que deve fornecer eletricidade para 600 milhões de pessoas, muito tem se falado. O fato é que ela vai gerar muita energia mas está encravada dentro da Floresta Amazônica. E aí?
Selecionei alguns pontos positivos e negativos que saiu em uma matéria da revista Superinteressante - Edição Verde e estou compartilhando aqui com vcs.
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Belo Monte: prós e contras

Argumentos CONTRA:

- Debaixo D'água: o lago que alimentará as turbinas de Belo Monte vai ocupar  uma área equivalente a 90 mil campos de futebol da bacia do Xingu, que abriga 440 espécies de aves e 259 de mamíferos.

- Caos Social: a obra vai obrigar a recolocação de 5.988 famílias. Além disso, milhares de migrantes serão atraídos para a região. E as obras de saneamento prometidas para recebê-las estão atrasadas. 20 mil pessoas terão de sair de suas casas. A cidade de Altamira espera 100 mil novos moradores. A população da cidade vai dobrar, e não há infraestrutura para isso.

- Desmatamento: o lago da usina receberá água drenada de outras regiões do rio Xingu para que haja volume suficiente no reservatório. Essa água chegará por meio de um canal com 130m de espessura e 20Km de extensão. Para a consturção do canal, serão removidos 100 milhões de metros quadradod de floresta que encheriam 40 mil piscinas olínpicas.

- Índios ameaçados: com o canal drenando água, a área do Xingu próxima ao lago terá sua vazão reduzida. São 100Km de rio que, segundo especialistas, podem até secar. Isso pode destruir o modo de vida dos índios que habitam a região e vivem da pesca. 100Km do rio Xingu trerão vazão reduzida. 952 índios serão afetados.

Argumentos A FAVOR:

- Energia Barata: mil chuveiros ligados por uma hora dão um megawatt-hora (MWh). Em Belo Monte, 1MWh custará R$ 22. Essa energia tirada de uma usina eólica custaria R$ 99. De uma solar, quase R$ 200. Para igualar a produção de Belo Monte, seriam necessários 19 termelétricas, 17 usinas nucleares iguais a Angra II, 3700 torres de energia eólica e 49,9 milhões de energia solar.

- Motor para o PIB: o Brasil precisa de mais energia. A demanda no país, segundo a Agência Internacional de Energia, deve crescer 2,2% ao ano anetre 2009 e 2035. Mais do que a média mundial, de 1,3% e até do que a China , de 2,2%. Ocrescimento da energia em 2008 foi de 7,8%, Neste rítmo, o Brasil precisaria dobrar sua capacidade de geração de energia a cada 12 anos.

- Desenvolvimento: as cidades próximas às usinas enriquecem - foi o que aconteceu com a região de Tucuruí, também no Pará, onde desde 1984, está a primeira grande hidrelétrica da Amazonia, inaugurada em 1984. Serão criados 40 mil empregos diretos e indiretos. Os investimentos do governo em saúde, educação e infraestrutura chegarão a R$ 4 bilhões.Isso dá 7 vezes o PÌB de Altamira.

- 42% está ótimo: a área alagada de 640Km² é pequena. Tucuruí ocupa 2.850Km². Itaipú, 1.350. Também criticam o fato de que a usina vai operar a 42% de sua capacidade, em média. Mas é o normal, por causa das estiagens. E mais eficiente do que lá fora:

Média da capacidade de operação:
Espanha - 21% 
França - 35%        
Belo Monte - 42%        
EUA - 46%                     
Brasil - 50%                        

Bem-estar animal na Rio+20


Depois de lançar abaixo-assinado na internet com adesão de milhares de pessoas, a WSPA consegue levantar a questão com uma carta que será encaminhada aos governantes e representantes da ONU. Com isso eles querem aumentar a discussão em torno de cuidados com animais, principalmente os usados em processos produtivos. Quanto mais se fala no assunto, mais as pessoas se conscientizam da questão e começam a questionar a qualidade dos produtos que consomem.
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Campanha para discutir o bem-estar animal na Rio+20 tem adesão de 10 mil brasileiros
Em: 02/1/2012
Por: Alana Gandra, da Agência Brasil (Via: Envolverde)

Rio de Janeiro – Dez mil brasileiros aderiram à campanha de mobilização global da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês) que irá pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) a inclusão do tema bem-estar animal na agenda da Rio+20. O encontro – promovido pela ONU – ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro e discutirá os avanços e retrocessos registrados desde a Conferência Mundial do Clima, conhecida como Rio 92, ocorrida há 20 anos.

O abaixo-assinado foi lançado em todo o mundo pela WSPA, em dezembro, na internet. A ação pretende conscientizar as pessoas sobre a relação entre o bem-estar dos animais, especialmente os usados em processos produtivos, e o desenvolvimento sustentável.

A mobilização faz parte da campanha internacional Pegada Animal, que a WSPA lançará no Brasil em março. A campanha se inspira no conceito da Pegada Ecológica, informou à Agência Brasil a gerente de Comunicação da WSPA Brasil, Flavia Ribeiro: “Ela visa a informar e conscientizar as pessoas sobre como os hábitos alimentares da população influenciam a questão do desenvolvimento sustentável, da agropecuária sustentável.”


A campanha pretende esclarecer o consumidor final da origem do produto que ele consome. Por exemplo, se os eles são oriundos de uma criação intensiva ou extensiva, se a carne, os ovos, o leite vêm de uma indústria que tem preocupação com o bem-estar animal, se são produtos orgânicos. “A intenção da campanha no mundo todo é o consumo consciente, para que o consumidor entenda qual é a origem e o que, de fato, ele está adquirindo e o que pode ser feito para promover o bem-estar animal, focado nos animais de produção”, disse Flavia.

A ação online ainda continua e é a primeira iniciativa da campanha Pegada Animal. A carta com as assinaturas será encaminhada aos governantes e representantes da ONU em todos os países. “Não existe uma meta. Mas, a gente precisa de muito mais [assinaturas] para poder encaminhá-las à ONU.”

Segundo informação do Departamento de Ciência e Agropecuária Humanitária da organização, existem atualmente mais de 63 bilhões de animais que fazem parte da cadeia de produção em todo o mundo. Daí a importância de serem adotadas boas práticas na sua criação, transporte e abate. “O universo que a gente está falando impacta na vida de bilhões de animais”.

Flavia Ribeiro salientou que não só a indústria brasileira, mas também a adoção desses procedimentos, tem comprovado melhorias no processo de produção, com ganho econômico. “A indústria está percebendo que é vantagem econômica para ela inserir [a preocupação com o bem-estar animal no processo produtivo]. O meio ambiente como um todo também é beneficiado, porque você está protegendo não só a natureza, mas também os animais que fazem parte do meio ambiente. E o ser humano também sai ganhando porque ele está consciente de que está consumindo um produto de origem animal de uma empresa que tem um cuidado com o animal desde a criação até o abate”.


Edição: Talita Cavalcante
Publicado originalmente no site da Agência Brasil



Imposto sobre CO2


Austrália cria imposto 
sobre o CO2

A partir de julho/2012 cerca de 500 das maiores empresas do país terão que pagar uma taxa equivalente a R$ 42 para cada tonelada de CO2 emitida. A medida que tem sido defendida por especialistas, busca engajar os consumidores na luta contra o aquecimento global - pois as mercadorias cuja produção gera menos CO2, tenderiam a ficar mais baratas. Mas a novidade também gera polêmica. Seus opositores dizem que ela vai gerar desemprego e elevar o custo de vida na Austrália - um dos maiores emissores de CO2 do mundo por habitante.


Revista Superinteressante / Supernovas / dez-2011

Rio+20 e as Florestas

Começando bem o ano falando de Rio+20, com um tema que será bastante abordado.
Fique de olho!
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Porque as florestas valem tanto?
As florestas fornecem tantos benefícios pra gente, diretos ou indiretos, que os especialistas costumam dividí-las em quatro tipos, chamados serviços ambientais ou ecossistêmicos:

- De provisão:
Fornecem bens diretos - frutos, óleos, madeira, fibras - que resultam em alimento e matéria-prima para produtos e indústrias, como a farmacêutica, de construção e cosméticos.

- Reguladores:
As florestas realizam processos vitais que raramente recebem valor monetário, como a proteção dos rios, a regulação do clima e das chuvas e o armazenamento de carbono da atmosfera.

- De suporte:
Fornecem benefícios diretos para as pessoas, como a formação dos solos e o crescimento das plantas, mas fundamentalmente para os outros serviços, por promover o equilíbrio dos ecossistemas.

- Culturais:
Representados no turismo, nos esportes e no lazer, bens materiais - recreativos, estéticos e até espirituais - são fornecidos pela floresta, em função de nossa ligação com elas.

Para que as florestas continuem garantindo esses serviços e não vire apenas madeira e carvão, muitos especialistas defendem uma remuneração especial para quem cuida delas:
"A forma como a floresta é gerida é que determina a extensão dos serviços ambientais e como eles serão transformados em benefícios sociais, econômicos e ambientais. Boa parte dos custos e do trabalho de manejar e preservar a mata recai sobre poucos indivíduos ou entidades, enquanto benefícios que ela traz são públicos e amplos para a sociedade. Por isso é importante que quem atua pró-ativamente para manter essas funções e benefícios, seja remunerado. Um mecanismo de pagamentos por serviços ambientais serve de incentivo e amplia os esforços de conservação e gestão sustentável das florestas".
(Tasso Azevedo, engenheiro florestal - conselheiro do Planeta Sustentável)


Fonte: Planeta Sustentável - conhecimento para despertar a consciência das pessoas por um mundo melhor