Chuvas em Volta Redonda

Fortes chuvas e ventos causaram estragos em alguns bairros de Volta Redonda essa semana. É fato que as estações e os fenômenos naturais estão cada vez mais intensos e por aqui, na Região Sul Fluminense, não é diferente. Na segunda-feira, dia 16/01, uma chuva muito forte caiu e com ela veio também um vendaval inesperado, que causou destruição nos bairros Aterrado, Niterói, Aero Clube e Barreira Cravo. Muitas árvores caídas, casas destelhadas, carros e muros sob as árvores. Os prejuízos à cidade já chegam a um milhão de reais. O local mais atingido foi o bairro Aterrado, que teve parte da cobertura de duas pontes arrancada, tamanha a violência e força da ventania. Muitos letreiros de lojas também voaram pelos ares.

Ponte Pequetito Amorim, no Aterrado (Foto: Gabriel Borges)



Dois dias depois, ontem, mais uma chuva forte e pesada durou algumas horas, porém sem ventos. Mas ainda assim não foi pouco para mais estragos. Rios que cortam os bairros Vila Santa Cecília e arredores (Sessenta, Jardim Esperança, Siderópolis, Casa de Pedra, Vila Rica) transbordaram e causaram muitos transtornos. Casas e lojas inundadas, carros sendo levados pela forte correnteza e muitas pessoas sendo resgatadas de bote pelo Corpo de Bombeiros, principalmente nas ruas 33 e 41, na Vila Santa Cecília (que aliás, foi uns dos pontos que mais sofreu).
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Eduardo Freitas)
Vista de cima, bairro Vila Santa Cecília, rua perpendicular à Rua 33 (Foto: Eduardo Freitas)
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Bernardo Coutinho)
No dia seguinte, depois de mais chuva durante a noite, o que restou foram avenidas interditadas, muita lama, mato, árvores caídas, carros abandonados e lixo. Muito lixo e sacolas plásticas.
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Paulo Dimas)
Rua 41, Vila Santa Cecília (Foto: Paulo Dimas)
Córrego Cachoeirinha, Vila Santa Cecília  (Foto: Camila Machado)


Os rios Brandão e Cachoeirinha não suportam a vazão das cabeceiras e transbordam, todos os anos nessa época de muitas chuvas. Muitas pessoas que moram nessas localidades já sabem e se preparam para não sofrer com os estragos. Normalmente as ruas alagam e, algumas horas depois, o rio vai baixando e volta ao seu volume normal, deixando lama e mato pelo caminho.
Porém esse ano a vazante está bem maior que há alguns anos. E muito se deve ao fato do crescimento meio desorganizado e do excesso de lixo nos rios. Sacos plásticos e lixo se aglomeram em bueiros e nos pontos da rota do rio, fazendo que a água demore muito a escoar. Muito desse lixo também acaba se amontoando nas calçadas e atrapalhando ainda mais a vazão da água da chuva.
É necessário uma reeducação urgente sobre descarte de lixo de maneira correta para que eventos assim sejam menos traumáticos para a cidade.
É claro que além da contribuição da população em geral, é preciso o apoio da Prefeitura, que deve fazer a coleta também de maneira correta (seletiva, de preferência!), senão não adianta nada.

Jubarte em Ilha Bela


Semana passada um grupo de sortudos que navegava nas águas do litoral norte de São Paulo, foi surpreendido por uma baleia jubarte.
O video tem quase quatro minutos e mostra o mamífero aquático se deslocando em alto mar, nas proximidades da Ilha Vitória, em Ilha Bela (a 30 quilômetros do continente). Três saltos da baleia são flagrados pelo grupo e mostrados no video, que teve mais de 14 mil acessos no You Tube.
Presente em quase todos os oceanos do planeta, a baleia-jubarte é uma espécie é protegida por lei. Assistam e se emocionem! Não é sempre que nos deparamos com tamanha beleza e surpresa nos mares!


Madeira sintética = $$$


Reutilização sempre gera mais lucro!
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Madeira sintética, com plástico 100% reciclado, gera bons negócios
Há 3 anos, empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável. Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.
Em: 08/01/12
Por: G1 Economia

Tendência de bons negócios para 2012, empresas desenvolvem, cada vez mais, soluções para preservar o meio ambiente e gerar bons lucros. É o caso do piso de madeira sintética, feito com plástico 100% reciclado.

Uma madeira que não solta farpas, não absorve umidade, nem retém fungos ou cupim. Além disso, é prática e fácil de limpar. A madeira sintética é bem parecida com a natural. Seja na cor, no peso e na beleza.

A empresa de Carlos Ristum, em Guarulhos, na Grande São Paulo fabrica a madeira feita com plástico 100% reciclado. Há 3 anos, o empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável. Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.



De 2009 para cá foi um trabalho árduo, um trabalho de investimentos constantes, mas sobretudo de acreditar num negócio que deveria prosperar, como tem se mostrado até o presente momento.

A produção é feita em um galpão, onde trabalham 12 funcionários. O material que vai ser reciclado chega de ONGs e de empresas que fazem a coleta e a separação do plástico. Por mês, são 40 toneladas, a maior parte é de embalagens de doces, salgadinhos e até sacos de lixo.

Todo o plástico usado reciclado vai para máquinas gigantes. Primeiro o material segue na esteira. Depois, é processado a uma temperatura de 120 graus. Aí, o plástico derretido recebe pigmentos. “Tem um tratamento de superfície que se chama metalização, em seguida vai a pintura e depois tem um colter, que é um verniz. Essas camadas juntas formam um tipo de pele, que dá mais resistência, porque são vários componentes. Elas se formam como se fossem fibras, como é o caso de um bambu ou uma taquara”, diz Roberto Caleffi, gerente industrial.



Para ganhar forma, o plástico líquido vai para as injetoras. Por fim, o material é resfriado, ganha acabamento e as peças passam por um rigoroso controle de qualidade. A peça finalizada é quatro vezes superior à resistência da madeira. As peças prontas também aceitam todas as ferramentas que são utilizadas na madeira como serra, pregos, parafusos, tintas e qualquer outro material que é normalmente aplicado na madeira.

O metro da madeira sintética custa, em média, R$ 120. O preço ainda é salgado se comparado ao da madeira natural: cerca de 50% mais caro. Mas quem opta pelo produto ganha na durabilidade. O material é bem mais resistente à ação do tempo. Assim, a madeira plástica substitui a utilização com sucesso a madeira natural na fabricação de portões, móveis, pisos e revestimentos.





Site da empresa: Recicplast - Madeira Plástica (Carlos Eduardo, muito obrigada pelo link!)

Recorde em reciclagem

O fato é que a reciclagem aumentou somente após a prefeitura ter instalado 67 contentores nas praias.  
É claro que a conscientização da população tem aumentado gradativamente, mas as pessoas que querem participar mais ativamente, esbarram no poder público que precisa se comprometer junto, oferecendo formas de coleta e recicle.
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Santos bate recorde em reciclagem de lixo
Cidade recicla metade do lixo não-orgânico que produz
Em: 11/01/12 
Do Metro Santos - Band.com.br

Santos, litoral de São Paulo, bateu recorde na reciclagem de lixo em dezembro. Foram 565,45 toneladas, um aumento de 125,31 toneladas ante o mesmo período de 2010. De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), a média é de que a produção de lixo nas cidades seja composta de 70% de lixo orgânico e 30% de lixo reciclável.

"Em Santos estes números atingem 50%, ou seja, das 15 mil toneladas de detritos produzidas por mês na cidade 7,5 mil são recicladas, um índice acima da média preconizada pela Abrelpe, que é de 30%", disse o secretário do Meio Ambiente, Fábio Nunes.

Segundo ele, o aumento na reciclagem deve-se à conscientização. “Há quatro meses foram colocados nas praias 67 contentores para lixo. O aumento vem exatame.

O reflexo disso é uma diminuição da demanda de varrição da faixa de areia.  Para o biólogo Orlando Couto Jr., professor do curso de Ciências Biológicas da Unisanta, os números são positivos. "Quanto mais lixo for reaproveitado, menos espaço vai ocupar em sua destinação final. Além disso, gera emprego e renda. Outro ponto é o fato de diminuir o uso dos recursos naturais, como a água".

Transformando luz do sol em energia

Basta um olhar atento, uma observação mais demorada. Foi isso que ele fez! E criou um revolução na captação da energia solar.


Fonte: Fantástico / Rede Globo (via YouTube)
Reportagem de Elaine Bast

Eventos cada vez mais ecológicos


É assim que deve ser!
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Londres prepara a primeira olimpíada sustentável da história
Em: 06/01/2012
Por: Ciclo Vivo

Os preparativos para os jogos olímpicos de Londres estão a todo o vapor. A capital inglesa é a primeira sede a incorporar a sustentabilidade em todas as etapas do planejamento. Antes disso, somente os jogos de inverno de Vancouver, havia aderido à proposta.

O projeto para a olimpíada de 2012 é ir além do “verde” deixando um legado positivo para as comunidades e para o meio ambiente. Segundo a comissão coordenadora do evento esportivo, alguns pré-requisitos foram levados em consideração durante toda a elaboração da estrutura para os jogos, como: utilizar estruturas já existentes sempre que possível; construir novas estruturas apenas quando forem úteis em longo prazo após os jogos e usar construções temporárias para o restante; incentivar a mudança e uma vida mais sustentável em todo o território inglês.

Para garantir que os três pilares que formam a sustentabilidade sejam priorizados em todas as etapas de planejamento dos jogos olímpicos de Londres, os dirigentes contaram com o apoio da ONG ambiental WWF. Assim foi criado o Plano de Sustentabilidade Londres 2012, com cinco temas principais:

1. Alterações Climáticas: Minimizar as emissões de gases de efeito estufa, garantindo facilidade para que as próximas gerações sejam capazes de lidarem com os impactos das mudanças climáticas.

2. Resíduos: Minimizar o desperdício em todas as fases do projeto, garantir que não haja resíduos enviados para aterros durante os jogos e incentivar o desenvolvimento de novas infraestruturas de tratamento de resíduos na área ocidental de Londres.

3. Biodiversidade: Minimizar o impacto dos jogos sobre a vida selvagem e dos seus habitats nas áreas ao redor dos centros esportivos.

4. Inclusão: Promover o acesso a todos e celebrar a diversidade de Londres e do Reino Unido, criando novas oportunidades de emprego, formação e negócios.

5. Vida saudável: Inspirar pessoas em todo o país a assumirem e desenvolverem as práticas esportivas, estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis.

Todos estes pré-requisitos são controlados e certificados pela norma britânica 8901: Especificação de Sistema de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Além disso, os ingleses já disponibilizaram o "Relatório de Sustentabilidade Londres 2012: Um caminho para a mudança", no qual estão inclusas as propostas colocadas em prática durante 2011.

O Rio de Janeiro sediará os jogos olímpicos seguintes aos de Londres e a intenção do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que a sustentabilidade também esteja presente em todo o projeto nacional. O mesmo está ocorrendo nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, que pretende se tornar a “Copa Verde”.

WSPA na Rio+20

Fazendas inteligentes tem boas práticas 
na criação de animais!


Ajude a WSPA a incluir os benefícios das boas práticas da criação de
animais na agenda da Rio+20


Bilhões de animais são criados todos os anos para produção de carne, leite e ovos. Muitos deles vivem em sistemas intensivos com baixo nível de bem-estar.

Mas VOCÊ pode mostrar que se importa também com os animais de produção!

Ajude-nos a incluir o tema bem-estar animal na agenda da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá em junho de 2012, no Rio de Janeiro, onde será discutido o futuro de nosso planeta.

Ao todo, 9732 pessoas já demonstraram o seu apoio. Envie agora mesmo a sua carta online, acessando o site da WSPA - Pegada Animal e preenchendo a carta com seus dados. Eu já enviei!!!!!

Belo Monte


Vc já tem sua opinião formada sobre esse tema? Desde que iniciaram as discussões sobre a construção da usina que deve fornecer eletricidade para 600 milhões de pessoas, muito tem se falado. O fato é que ela vai gerar muita energia mas está encravada dentro da Floresta Amazônica. E aí?
Selecionei alguns pontos positivos e negativos que saiu em uma matéria da revista Superinteressante - Edição Verde e estou compartilhando aqui com vcs.
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Belo Monte: prós e contras

Argumentos CONTRA:

- Debaixo D'água: o lago que alimentará as turbinas de Belo Monte vai ocupar  uma área equivalente a 90 mil campos de futebol da bacia do Xingu, que abriga 440 espécies de aves e 259 de mamíferos.

- Caos Social: a obra vai obrigar a recolocação de 5.988 famílias. Além disso, milhares de migrantes serão atraídos para a região. E as obras de saneamento prometidas para recebê-las estão atrasadas. 20 mil pessoas terão de sair de suas casas. A cidade de Altamira espera 100 mil novos moradores. A população da cidade vai dobrar, e não há infraestrutura para isso.

- Desmatamento: o lago da usina receberá água drenada de outras regiões do rio Xingu para que haja volume suficiente no reservatório. Essa água chegará por meio de um canal com 130m de espessura e 20Km de extensão. Para a consturção do canal, serão removidos 100 milhões de metros quadradod de floresta que encheriam 40 mil piscinas olínpicas.

- Índios ameaçados: com o canal drenando água, a área do Xingu próxima ao lago terá sua vazão reduzida. São 100Km de rio que, segundo especialistas, podem até secar. Isso pode destruir o modo de vida dos índios que habitam a região e vivem da pesca. 100Km do rio Xingu trerão vazão reduzida. 952 índios serão afetados.

Argumentos A FAVOR:

- Energia Barata: mil chuveiros ligados por uma hora dão um megawatt-hora (MWh). Em Belo Monte, 1MWh custará R$ 22. Essa energia tirada de uma usina eólica custaria R$ 99. De uma solar, quase R$ 200. Para igualar a produção de Belo Monte, seriam necessários 19 termelétricas, 17 usinas nucleares iguais a Angra II, 3700 torres de energia eólica e 49,9 milhões de energia solar.

- Motor para o PIB: o Brasil precisa de mais energia. A demanda no país, segundo a Agência Internacional de Energia, deve crescer 2,2% ao ano anetre 2009 e 2035. Mais do que a média mundial, de 1,3% e até do que a China , de 2,2%. Ocrescimento da energia em 2008 foi de 7,8%, Neste rítmo, o Brasil precisaria dobrar sua capacidade de geração de energia a cada 12 anos.

- Desenvolvimento: as cidades próximas às usinas enriquecem - foi o que aconteceu com a região de Tucuruí, também no Pará, onde desde 1984, está a primeira grande hidrelétrica da Amazonia, inaugurada em 1984. Serão criados 40 mil empregos diretos e indiretos. Os investimentos do governo em saúde, educação e infraestrutura chegarão a R$ 4 bilhões.Isso dá 7 vezes o PÌB de Altamira.

- 42% está ótimo: a área alagada de 640Km² é pequena. Tucuruí ocupa 2.850Km². Itaipú, 1.350. Também criticam o fato de que a usina vai operar a 42% de sua capacidade, em média. Mas é o normal, por causa das estiagens. E mais eficiente do que lá fora:

Média da capacidade de operação:
Espanha - 21% 
França - 35%        
Belo Monte - 42%        
EUA - 46%                     
Brasil - 50%                        

Bem-estar animal na Rio+20


Depois de lançar abaixo-assinado na internet com adesão de milhares de pessoas, a WSPA consegue levantar a questão com uma carta que será encaminhada aos governantes e representantes da ONU. Com isso eles querem aumentar a discussão em torno de cuidados com animais, principalmente os usados em processos produtivos. Quanto mais se fala no assunto, mais as pessoas se conscientizam da questão e começam a questionar a qualidade dos produtos que consomem.
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Campanha para discutir o bem-estar animal na Rio+20 tem adesão de 10 mil brasileiros
Em: 02/1/2012
Por: Alana Gandra, da Agência Brasil (Via: Envolverde)

Rio de Janeiro – Dez mil brasileiros aderiram à campanha de mobilização global da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês) que irá pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) a inclusão do tema bem-estar animal na agenda da Rio+20. O encontro – promovido pela ONU – ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro e discutirá os avanços e retrocessos registrados desde a Conferência Mundial do Clima, conhecida como Rio 92, ocorrida há 20 anos.

O abaixo-assinado foi lançado em todo o mundo pela WSPA, em dezembro, na internet. A ação pretende conscientizar as pessoas sobre a relação entre o bem-estar dos animais, especialmente os usados em processos produtivos, e o desenvolvimento sustentável.

A mobilização faz parte da campanha internacional Pegada Animal, que a WSPA lançará no Brasil em março. A campanha se inspira no conceito da Pegada Ecológica, informou à Agência Brasil a gerente de Comunicação da WSPA Brasil, Flavia Ribeiro: “Ela visa a informar e conscientizar as pessoas sobre como os hábitos alimentares da população influenciam a questão do desenvolvimento sustentável, da agropecuária sustentável.”


A campanha pretende esclarecer o consumidor final da origem do produto que ele consome. Por exemplo, se os eles são oriundos de uma criação intensiva ou extensiva, se a carne, os ovos, o leite vêm de uma indústria que tem preocupação com o bem-estar animal, se são produtos orgânicos. “A intenção da campanha no mundo todo é o consumo consciente, para que o consumidor entenda qual é a origem e o que, de fato, ele está adquirindo e o que pode ser feito para promover o bem-estar animal, focado nos animais de produção”, disse Flavia.

A ação online ainda continua e é a primeira iniciativa da campanha Pegada Animal. A carta com as assinaturas será encaminhada aos governantes e representantes da ONU em todos os países. “Não existe uma meta. Mas, a gente precisa de muito mais [assinaturas] para poder encaminhá-las à ONU.”

Segundo informação do Departamento de Ciência e Agropecuária Humanitária da organização, existem atualmente mais de 63 bilhões de animais que fazem parte da cadeia de produção em todo o mundo. Daí a importância de serem adotadas boas práticas na sua criação, transporte e abate. “O universo que a gente está falando impacta na vida de bilhões de animais”.

Flavia Ribeiro salientou que não só a indústria brasileira, mas também a adoção desses procedimentos, tem comprovado melhorias no processo de produção, com ganho econômico. “A indústria está percebendo que é vantagem econômica para ela inserir [a preocupação com o bem-estar animal no processo produtivo]. O meio ambiente como um todo também é beneficiado, porque você está protegendo não só a natureza, mas também os animais que fazem parte do meio ambiente. E o ser humano também sai ganhando porque ele está consciente de que está consumindo um produto de origem animal de uma empresa que tem um cuidado com o animal desde a criação até o abate”.


Edição: Talita Cavalcante
Publicado originalmente no site da Agência Brasil



Imposto sobre CO2


Austrália cria imposto 
sobre o CO2

A partir de julho/2012 cerca de 500 das maiores empresas do país terão que pagar uma taxa equivalente a R$ 42 para cada tonelada de CO2 emitida. A medida que tem sido defendida por especialistas, busca engajar os consumidores na luta contra o aquecimento global - pois as mercadorias cuja produção gera menos CO2, tenderiam a ficar mais baratas. Mas a novidade também gera polêmica. Seus opositores dizem que ela vai gerar desemprego e elevar o custo de vida na Austrália - um dos maiores emissores de CO2 do mundo por habitante.


Revista Superinteressante / Supernovas / dez-2011

Rio+20 e as Florestas

Começando bem o ano falando de Rio+20, com um tema que será bastante abordado.
Fique de olho!
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Porque as florestas valem tanto?
As florestas fornecem tantos benefícios pra gente, diretos ou indiretos, que os especialistas costumam dividí-las em quatro tipos, chamados serviços ambientais ou ecossistêmicos:

- De provisão:
Fornecem bens diretos - frutos, óleos, madeira, fibras - que resultam em alimento e matéria-prima para produtos e indústrias, como a farmacêutica, de construção e cosméticos.

- Reguladores:
As florestas realizam processos vitais que raramente recebem valor monetário, como a proteção dos rios, a regulação do clima e das chuvas e o armazenamento de carbono da atmosfera.

- De suporte:
Fornecem benefícios diretos para as pessoas, como a formação dos solos e o crescimento das plantas, mas fundamentalmente para os outros serviços, por promover o equilíbrio dos ecossistemas.

- Culturais:
Representados no turismo, nos esportes e no lazer, bens materiais - recreativos, estéticos e até espirituais - são fornecidos pela floresta, em função de nossa ligação com elas.

Para que as florestas continuem garantindo esses serviços e não vire apenas madeira e carvão, muitos especialistas defendem uma remuneração especial para quem cuida delas:
"A forma como a floresta é gerida é que determina a extensão dos serviços ambientais e como eles serão transformados em benefícios sociais, econômicos e ambientais. Boa parte dos custos e do trabalho de manejar e preservar a mata recai sobre poucos indivíduos ou entidades, enquanto benefícios que ela traz são públicos e amplos para a sociedade. Por isso é importante que quem atua pró-ativamente para manter essas funções e benefícios, seja remunerado. Um mecanismo de pagamentos por serviços ambientais serve de incentivo e amplia os esforços de conservação e gestão sustentável das florestas".
(Tasso Azevedo, engenheiro florestal - conselheiro do Planeta Sustentável)


Fonte: Planeta Sustentável - conhecimento para despertar a consciência das pessoas por um mundo melhor

Pra vcs!


E não se esqueçam de tornar a vida um pouco mais sustentável com as pequenas atitudes e escolhas do dia a dia. Respeite as pessoas, os animais, a natureza e, principalmente, a si mesmo!
Beijos e que continuemos juntos em pról do meio ambiente!

Google ajuda a entender impactos ambientais


Toda forma de produção de energia, mesmo que limpa, causa um impacto no meio ambiente, nas pessoas que vivem em seu entorno e na economia. Não é porque a geração a partir do sol, vento ou da água não emite gases do efeito estufa que ela está livre de causar efeitos negativos.
Pensando nisso, o Google se uniu às organizações "International Rivers" e "Friends of the Earth" para disseminar mais informações e estimular o debate sobre o assunto.
Uma matéria publicada no site da Superinteressante, explica que a iniciativa oferece simuladores que analisam como as barragens hidrelétricas transformam a lógica do clima, os ecossistemas dos rios e interferem na vida das pessoas – principalmente as que dependem diretamente dos rios para a sua sobrevivência. Tudo isso relacionado às previsões de mudanças climáticas.
Essas mudanças são um enorme desafio e não há soluções rápidas. É preciso pensar em adequações a longo prazo. É um erro sacrificar as artérias do planeta para salvar seus pulmões.
Selecionei esse video que mostra exatamente do que eles estam falando. Devido à construção em massa de barragens no mundo, os rios saudáveis estão se tornando uma espécie em extinção justo na hora em que mais precisamos deles. Cada uma das regiões visitadas tem boas alternativas para geração de eletricidade. O Brasil, por exemplo, pode produzir metade da energia que consome hoje, através de investimentos em energia solar, turbinas eólicas e na adaptação de barragens antigas.


[Clique em cc para legendas em português]


Essa é apenas uma visão do que se deve levar em conta quando se discute a instalação de novas hidrelétricas, principalmente porque não engloba uma comparação de impactos, custos e eficiência em relação a outras fontes de produção. Bom para se assistir em tempos de Belo Monte...



Fonte:
Superinteressante - Por: Marina Franco, em 09/12/11.
Google La Long Blog - Por: Zachary Hurwitz, International Rivers, em 28/11/11.

Bunker verde

Ideia interessante. Energia (limpa) solar nunca é demais.
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Alemanha reforma construção de guerra para gerar energia solar
Por: Lydia Cintra para Superinteressante/Ideias Verdes
Em: 01/12/11


Um antigo bunker construído em 1943 por Adolf Hitler na cidade de Hamburgo, na Alemanha, passará por um projeto de revitalização e, após mais de meio século, ganhará outro significado: gerar energia limpa para a comunidade local.

O abrigo de guerra tem 9 metros de altura e paredes e tetos feitos para resistirem a ataques, com espessuras entre 2 e 3,5 metros. Agora, serão instaladas placas solares e um sistema de geração de energia por biomassa.
No total, cerca de 3 mil casas serão beneficiadas. O Energiebunker, como é chamado, deve começar a funcionar em 2013 e terá espaços de convivência, como museu e café.

(Imagem: Divulgação/IBA)

BBB Polar


Um "reality show" em pról de espécies ameaçadas pelo aquecimento gloobal é a nova forma que um grupo de pessoas encontrou de chamar a atenção para a causa.
O site em questão, é bem interessante e tem todas as informações do projeto. vale o clique! Até mesmo porque, passar uns minutos vendo aqueles fofos brancos não faz mal a ninguém - muito pelo contrário, acho que até seria um certo antiestresse! Rsrsrs!
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Ativistas fazem reality-show com urso polar no Canadá
A Polar Bears International passou vários dias seguindo dia e noite cada movimento de um urso polar. O material está sendo colocado na internet no site polarbearcam.com
Em: 06/12/11
Via: UOL

Ottawa - Uma entidade de proteção de animais está filmando durante 24 horas por dia, um urso polar na Baía de Hudson, no Canadá, como se fosse uma espécie de Big Brother.

A Polar Bears International passou vários dias seguindo dia e noite cada movimento de um urso polar. O material está sendo colocado na internet no site polarbearcam.com.

O diretor de operações da entidade, BJ Kirschhoffer, conta que o objetivo é fornecer dados a escolas e a pessoas curiosas em geral. A atividade está sendo financiada com dinheiro da Fundação Annenberg, sediada em Los Angeles, que patrocina projetos educativos.

O projeto faz parte do plano Pérolas do Planeta. Vários animais em diversas partes do mundo estão sendo filmados. O objetivo é fazer com que a opinião pública se preocupe mais com os efeitos do aquecimento global.


Descarte correto em Manaus


Lixo eletrônico não é assim um lixo propriamente dito. Juntando um pedacinho desse com um componentezinho daquele, pode-se construir um novo e o mais importante disso tudo: pode-se, ainda, reduzir a emissão de poluentes tóxicos. 
Pensando assim, uma empresa de Manaus - grande centro brasleiro de manufatura de eletrônicos, com benefícios fiscais - criou uma campanha de coleta de lixo eletrônico de empresas e pessoas físicas.
Esse processo está crescendo pelo país e já existem empresas criadas para cuidar apenas da reciclagem de componentes eletrônicos.
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Campanha recolhe lixo eletrônico para reciclagem em Manaus
A campanha acontece durante esta semana e promete percorres as zonas de Manaus, das 8h às 18h, com coletores e pessoas que poderão orientar sobre o destino correto do lixo eletrônico
Em: 06/12/11
Por: Camila Pereira, para o site D24Amazônia

Manaus - Com o objetivo de reciclar o lixo com alto potencial de contaminação, obrigando fabricantes, distribuidores e vendedores a recolher produtos que estão em desuso, a Empresa Social Descarte Correto criou a campanha de mesmo nome, dando um destino social e sustentável para os lixos eletrônicos, objetivando a sensibilização de empresas, fabricantes e consumidores em Manaus.

Será recolhido todo equipamento tecnológico em funcionamento ou com defeito, obsoleto ou sem uso, como: computadores, notebooks, netbooks, celulares, HDs, placa mãe, placa de som e de video, fonte, mouse, teclado, switter, no-breaks, estabilizadores, central de telefone, PABX, monitores e outros similares.

Alguns produtos recolhidos devem passar por uma manufatura reversa, classificando o material para a proteção da marca e das informações das empresas contidas nos resíduos. Outros passarão por manutenção, aumentando a vida útil do produto.

"Assumimos essa parte da manutenção e os equipamentos que conseguimos recuperar, serão doados aos Centros de Inclusão Digital (CDI Amazônia) que já capacitou mais de 15 mil pessoas. E também para escolas em Maués, Parintins, Careiro da Várzea e Rio Preto da Eva", explicou o idealizador e coordenador do projeto Alessandro Dinelly.

Mais tarde, haverão pontos de coleta no Senac, Amazon Print e  CDIs.

Veja o video:

Avatar na causa ambiental


Já comentei por aqui há um tempo atrás sobre o filme Avatar, do quanto eu adorei o filme e a mensagem ambiental que é passada na história dos Naavi defendendo sua terra que está prestes a ser destruída pelas mãos humanas. Agora, vem por aí uma sequencia que promete beneficiar o meio-ambiente, pois James Cameron (o diretor das grandes cifras do cinema como Titanic, Exterminador do Furuto 2 e Avatar; ganhador de 2 Oscars, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme para Titanic), promete doar parte das lucros com a bilheteria para instituições enjagadas na causa ambiental.
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Sequências de Avatar vão beneficiar o meio-ambiente
Em: 04/02/11
Por: Maria Luiza Baldez, para o site Construção & Reforma.


O fantástico mundo de Pandora pode ser imaginário, mas vai ser de grande ajuda para a conservação da natureza daqui da Terra. O diretor James Cameron anunciou que está confirmada a trilogia do filme “Avatar” – e com uma missão “verde”. Segundo o site da revista Entertainment Weekly, as duas sequências vão beneficiar, diretamente, instituições de caridades com preocupações ambientais.

“A Fox e eu estamos trabalhando em parceria para doar uma parcela dos lucros para causas ambientais, um assunto que está no coração do mundo de ‘Avatar’”, conta o diretor em entrevista ao EW. “Eu não queria fazer uma sequência sem um grande plano por trás”.

Considerando que “Avatar” tem a maior bilheteria da história do cinema, ultrapassando até “Titanic”, as doações vão ser de grande importância para o desenvolvimento de projetos das instituições. O segundo filme vai ser lançado em 2014 e o último, em 2015.




Triste retrato da fauna mundial



Com a redução das florestas e o tráfico de animais silvestres, muitas espécies de animais estão entrando em extinção. Governos de diversos países e sociedades protetoras de animais tem investido recursos para evitar tal violência contra os animais. Mas nem sempre obtém sucesso em suas ações.

Muitas pesquisas apontam que milhares de espécies animais foram extintas nos últimos cem anos e muitas destas espécies jamais serão conhecidas pelas gerações futuras. Sabemos que muitas delas poderiam revelar ao homem informações importantes sobre o meio ambiente e até mesmo a cura para determinados tipos de doenças.

Os cientistas não conseguem calcular com exatidão o número de espécie de seres vivos que habitam o nosso planeta, pois a diversidade biológica é muito grande. No entanto, estima-se que existam em torno de 10 a 15 milhões de espécies da fauna, flora e microorganismos.

O relatório Planeta Vivo, elaborado pela WWF (Fundo Mundial para a Natureza), aponta uma queda significativa na quantidade de espécies entre 1970 a 1995. Este estudo monitorou diversas espécies e chegou à triste conclusão de que 35% dos animais de água doce e 44% de animais marinhos foram extintos neste período.

Em outro relatório, a União para a Conservação da Natureza (UICN) mostrou que um quarto das espécies conhecidas pelo homem estão ameaçadas de extinção. Entre estes animais destacam-se: o panda gigante da China, o elefante africano, o cervo-da-tailândia, o cavalo selvagem da Europa Central, o bisão da França, a baleia-azul, o leopardo, o lobo-vermelho, o orangotango, entre outros. Entre as espécies vegetais, podem desaparecer do planeta as orquídeas de Chiapas, no México, e as bromélias da América e da África.

No Brasil a situação não é diferente. O tráfico de animais silvestres, as queimadas e as agressões aos ecossistemas colocam vários animais brasileiros na triste lista dos animais em extinção, como a ararinha, arara-azul, cachorro-vinagre, cervo-do-Pantanal, jaguatirica, lobo-guará, mono-carvoeiro, mico-leão-dourado, onça-pintada, tamanduá-bandeira, tatú-canastra, veado-campeiro, entre tantos outros.

Fonte: Sua Pesquisa

Reciclagem de óleo



Não é mais preciso jogar o óleo usado na cozinha pelo ralo da pia. Todo mundo já sabe disso, mas muita gente ainda não entende a importância de reciclar o óleo e, em nome da comodidade, ainda despejam o produto ralo abaixo. Um litro de óleo contamina 20 litros de água na natureza. Agora calcule isso pensando em um condomínio, em uma comunidade...
Muitas cidades já possuem pontos de coleta de óleo usado para reciclagem. Procure em sua cidade e comece a mudar seus hábitos!
Cintia
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Reciclagem de óleo ajuda encanamentos
Em: 23/11/2011
Por: Circuito Mato Grosso

Sabe aquele óleo de cozinha que você não sabe o que fazer depois de utilizar? Na maioria das vezes, esse óleo é jogado na pia, no ralo ou mesmo no lixo comum. Essa é uma forma inadequada de descarte, pois causa danos irreversíveis ao meio ambiente, bem como entupimento de canos e gera uma enorme dor de cabeça para os moradores do apartamento.

Muita gente não sabe, mas o óleo de cozinha pode ser reciclado e assim, receber um destino correto. Se reaproveitado, ele se transforma em matéria prima para a confecção de vários produtos como resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e biodiesel.

Em Cuiabá, um exemplo bem sucedido de reciclagem é o “Projeto Óleo Limpo Plaenge”, realizado pela Plaenge em parceria com a Maxivinil. Cada morador recebe um kit contendo dois coletores individuais de um litro e uma cartilha de recomendações. Quando os recipientes estiverem completamente cheios, os moradores levam até o coletor principal, que está situado no subsolo do condomínio.

Assim que esses grandes coletores encherem, um funcionário da Maxivinil faz o transporte para a sede da empresa. A coleta é realizada mensalmente ou de acordo com a solicitação do condomínio de quando a bomba estiver cheia.


Segundo o diretor regional da Plaenge, Rogério Fabian, o projeto foi lançado em maio no empreendimento condomínio Anita Malfati. “Fizemos um período de experiência no Anita Malfati e estamos expandindo o projeto em novembro para o empreendimento condomínio Duets”, afirma.

A boa repercussão do projeto chamou a atenção da síndica do Duets, Gicelda Fernandes. Segundo ela, os condôminos já havia algum tempo gostariam de realizar a reciclagem do óleo, e assim que ficaram sabendo do projeto aderiram à idéia. “Além de demonstrar a responsabilidade ambiental, traz um grande benefício para o condomínio, pois ajuda na preservação do nosso patrimônio. Todos sabem que se o óleo é jogado no ralo contribui diretamente para o entupimento dos canos”, observa.

Para a condômina do Anita Malfati, Ingeburg Schutv de Jesus Bagolin, foi maravilhosa a ideia, um exemplo de responsabilidade ambiental, não só na teoria como na prática. “Além de incentivar os moradores a não descartar o óleo de forma incorreta, ainda permite que o condomínio troque o que seria lixo por tinta”, ressalta.

Mesmo antes do projeto, Ingeburg já separava o óleo em um recipiente e entregava separado para o lixeiro. “Antes eu já fazia essa seleção, porém eu não sabia se ele era descartado corretamente, agora eu tenho a certeza que sim”, relembra.

O diretor da Plaenge ainda salienta que além de trazer benefícios ao meio ambiente, o projeto faz com que o óleo coletado seja reaproveitado e usado de uma forma alinhada aos negócios da Plaenge. “Após esse processo de recolhimento a Maxivinil irá transformar o óleo em resina, que serve de matéria prima para a confecção de produtos utilizados na construção, incluindo a tinta. Criamos assim um ciclo, que preserva o patrimônio do nosso cliente e a natureza”, relata Rogério Fabian.

Código Florestal

Senador Jorge Viana lê último relatório do Código Florestal no Senado e afirma que as florestas existentes no território nacional são bens de interesse comum a todos.


Acompanhe a reunião:



Via: GreenpeaceBr - no twitter em 21/11/11.


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Atualizando:


Senador Jorge Viana e deputado Aldo Rebelo, relatores do código florestal. Novo texto, com mudanças no projeto, foi apresentado nesta semana. Para ambientalistas, mudanças são insuficientes. Para ruralistas, o projeto é um “retrocesso”.



Novo texto do código florestal desagrada a ambientalistas e ruralistas
Em: 22/11/11
Revista Época


Quem acompanha o debate do código florestal no Congresso já se acostumou: a cada etapa que o projeto passa, novas mudanças são feitas no texto, que recebe novas críticas. Nesta semana, um novo texto do código florestal foi colocado na mesa, desta vez do senador Jorge Viana (PT-AC), relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente do Senado. A expectativa dos ambientalistas era que o senador melhorasse o texto, já que ele tem uma história de políticas para florestas no Acre, e a dos ruralistas era que ele mantivesse o texto, já que é um senador da base do governo.


Jorge Viana mudou o texto. E conseguiu não agradar ninguém.


Os ambientalistas viram alguns avanços no novo projeto. Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra, divulgou uma nota dizendo que algumas propostas são inovadoras e inteligentes, como “a criação de um programa inédito de incentivos econômicos, que ao mesmo tempo premia quem conservou suas florestas e também estimula os demais a recuperar os passivos com mais celeridade em relação à própria obrigação legal”. Porém, segundo Smeraldi, o texto mantém “equívocos básicos” que podem inviabilizar a implementação do código. Ele está se referindo à recuperação das Áreas de Preservação Permanentes (APPs), um dos pontos que mais irritam os ambientalistas.


Outras ONGs, como o WWF e o Greenpeace, seguem a mesma linha, e foram ainda mais incisivos: o texto tem mudanças positivas, mas isso não reverte o que eles consideram como problemas centrais. Segundo o WWF, a maior parte das APPs que foram desmatadas não precisarão ser recuperadas, e muitas poderão recuperar apenas metade do tamanho total da área (15 metros), enquanto aqueles que não desmataram precisam preservar 30 metros. “Trata-se não apenas de um prêmio à ilegalidade, como uma grave ameaça à qualidade de nossos rios”, afirma a ONG. O texto mantém o artigo que permite que produtores que desmataram até 2008 não precisem pagar ou recompor o desmatamento, o que os ambientalistas chamam de “anistia” – um dos pontos mais criticados.


O Greenpeace, em nota no seu site, falou em “Alegria ruralista“. Eles não poderiam estar mais errados. Os chamados ruralistas, liderados pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), reagiram mal ao novo texto. A senadora, que também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), disse no Congresso que estava “decepcionada” com o relatório, e prometeu acionar a bancada ruralista na Câmara para obstruir a votação do texto caso ele não seja modificado – como os senadores fizeram mudanças no relatório, o código precisa voltar para a Câmara, casa em que os ruralistas são mais influentes.


O texto de Jorge Viana delimitou a produção agrícola nas encostas de morros e nas margens de rios, dificultando a produção nessas áreas, que pela lei atual seriam APPs, mas estavam liberadas em relatórios anteriores. Segundo ruralistas, essas medidas inviabilizam a atividade econômica de diversos produtores agrícolas. Outro ponto que irritou os ruralistas diz respeito às multas: no novo texto, os pequenos produtores serão ressarcidos das multas ambientais. As multas dos produtores de médio porte serão analisadas caso a caso, e os grandes produtores não terão retorno de multas.”Quer dizer que vai multar só porque é grande? Isso é preconceito ideológico”, disse Kátia Abreu.


A votação na Comissão de Meio Ambiente está prevista para esta quarta-feira (23), e depois irá a plenário no Senado, antes de voltar à Câmara. Se a expectativa anterior é de que o projeto seria aprovado com facilidade, o novo impasse pode adiar a votação no Senado para 2012.


Foto: José Cruz/ABr
Por: Bruno Calixto